O Voo do Cagarro: Uma tempestade sobre Zaventem

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Em Lisboa, os prognósticos para a viagem de avião não eram bons. “Vamos lá ver se dá…”, dizia a hospedeira de terra, sem grande confiança que o voo corresse bem.

A tempestade Eunice tinha fechado diversos aeroportos no Reino Unido e no norte do continente europeu. Quando o avião levantou, o meu aeroporto de destino, Bruxelas, era um deles. O aeroporto estava fechado. Tinha tudo para correr mal…

Ao meu lado sentou-se uma simpática senhora septuagenária. Compreendemos rapidamente que éramos ambos dos Açores e, por isso, o mau tempo não ensombrava as nossas viagens de avião. “Mau tempo no continente é brisa nos Açores!” disse a minha interlocutora.

A senhora, da qual não sei o nome, vivia há meio século na Bélgica e voltava aos Açores, pelo menos, duas vezes por ano. “Não consigo deixar de regressar…” disse com o belo sotaque de sílabas explicadas que usam na ilha verde.

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