Opinando em tópicos

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 Lacticínios “Ilha Azul”

Há muito tempo que não saboreava o “Ilha Azul” que continua de boa qualidade, agora com formato algo diferente quiçá mais atractivo, motivo por que o hiper “Continente” de Angra o apresenta incluído em especial amostra de categorizados queijos açorianos.

Não compreendo, porém, sua ausência no mercado Duque de Bragança e no frequentado mini, à beira da minha morada na Rua de Jesus, quando a manteiga com idêntico nome e bem saborosa é, nas lojas dos ditos, comercializada e com boa aceitação.

Mesmo assim, vou-me contentando como bom faialense que sou, mesmo após quase três décadas em última estada em segunda Ilha (Pico à parte), como passei a considerar a Terceira desde que para aqui vim tirar o 3º. ciclo dos Liceus, e bebi água no Alto das Covas, outra versão da do Poço da Carrasca, na Horta.

Naturalmente que aos amigos de ontem, junto agora os de hoje, muitos feitos no CDS.

Quanto aos lacticínios, em que a freguesia dos Cedros foi das pioneiras e onde assisti à construção da primeira fábrica por iniciativa de meu pai que não ficava apenas pelo professorado, estranhei que os queijos “Ilha Azul” da “CALF” não tivessem sido incluídos na campanha promovida por Patrão Neves em Bruxelas, virada para os mercados belga, holandês e luxemburguês, sendo o Faial a única ilha do Triângulo a ficar de fora.

Tratou-se, na verdade, de uma oportuna iniciativa, em novos moldes:  segundo li, os produtos não foram apresentados em bruto, isto é, individualmente como de costume, antes acompanhados de sugestões a interessar mais os possíveis compradores, apesar de não lhes faltarem qualidades para se imporem por si próprios.

Ao fim e ao cabo, foi também uma maneira de se evidenciar na estranja que estas ilhas não são apenas belezas naturais e óptimas águas para ver baleias e mergulhar com tubarões.

E, por mim, continuarei a preferir a manteiga “Ilha Azul”, sem deixar de pensar no queijo que não terá sensibilizado a eurodeputada laranja…

 

Corais amarelos a sul do Faial

Com certeza que ainda não os levaram, uma vez que haverá apenas uns três meses quando três tripulantes do “Lula 1000” submarino com “casa” no porto da Horta, durante um mergulho, no dia 5 de Agosto, descobriram à saída do canal Faial/Pico um enorme recife de corais amarelos, localizado no cimo duma colina a sul e a curta distância da ilha faialense.

E o que mais surpreendeu a responsável Aurora Ribeiro foi a existência dos referidos corais a tão baixa profundidade no mar dos Açores, conforme declarou à “Lusa”.

 

Produtos locais no Mercado

Na campanha vitoriosa, o então candidato socialista à presidência da Câmara da Horta, em reunião na Associação de Agricultores da Ilha, disse ser seu desejo “isentar de renda os lojistas que vendam produtos locais no Mercado”.

Na verdade, uma boa medida que a ser levada por diante a todos agradaria: Agricultores, Comerciantes e Citadinos.

Só falta agora é que o Presidente, com a faca e o queijo na mão, concretize a boa intenção.

E se já não o fez, ainda está no gozo desse tempo de tolerância que o eleitorado costuma dar aos governantes.

Para se ver, volto a dizer…

 

Os Congressos de Mário Soares

Mário Soares não desiste, quiçá por desconhecer o velho provérbio: “Tudo tem o seu tempo”.

Assim, após Congresso há seis meses realizado com as Esquerdas, com o habitual “amen”, avança em meados de Novembro com um segundo, este aberto a personalidades da Direita.

Freitas do Amaral ainda aceitou o convite, mas desistiu à última hora.

Já Adriano Moreira nem terá pensado duas vezes.

É que antes havia respondido a jornalista que se viesse a ser convidado, não aceitaria, pois continuava a ser convicto democrata cristão.

E se assim o disse, assim o fez ..

 

* O autor não escreve de acordo com o novo Acordo Ortográfico

 

 

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