Opinando objectivamente – TÓPICOS: 1-Bancários 2-Bandeira 3-Triângulo 4-Porto 5 – Queijo

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1 Mais uma vez a Comissão dos Reformados do Banco de Portugal, sedeada em Lisboa, escolheu os  Açores para um dos seus passeios anuais.

Desta feita, FaiaI, Pico, Terceira e São Miguel foram as Ilhas visitadas, e por azar o tempo não se mostrou de feição, especialmente na primeira das ditas. 

Mesmo assim, o saldo foi positivo pelo o que tivemos oportunidade de ler no Boletim de Julho-Agosto: “A Organização pôde recorrer sempre a um plano B com êxito. Depois, ou primeiramente, esteve sempre presente a grande “Beleza das ilhas visitadas”.

E um bancário houve que descreveu a viagem em 21 quadras, tendo sido, por falta de espaço, apenas seleccionadas as que tomamos a liberdade de registar: 

 

Começámos pela Horta

Lá na ilha do Faial

O avião abriu a porta

Mas que grande temporal

 

AZUL como é chamada

Cor da hortênsia e do mar

Mas com aquela chuvada

Nem o Pico deu para olhar

 

Mas no dia seguinte tiveram a oportunidade de a ver bem na volta que deram e onde pernoitaram segundo me disse o amigo Pinho dos Santos que foi Agente na cidade faialense já depois da minha reforma. 

 

2  A Bandeira de Portugal é o símbolo máximo da Nação, pelo que merece o devido respeito, como aprendemos nos Cedros logo no primeiro ano escolar, na década 20 do século passado.

Aliás crescemos adentro deste princípio por todos seguido. E durante dezenas de anos assim aconteceu.

Todavia, após o 25 de Abril, foi alargada (e bem) a sua divulgação, infelizmente com alguns contras e exageros, por vezes até incompreensíveis, como a utilização de motivos nacionais em propagandas comerciais.

Mas pôr-se no pano vermelho da Bandeira Nacional, os símbolos comunistas, ultrapassa tudo quando se possa imaginar.

Aliás, isto vimos na Quinta da Atalaia, na véspera da festa anual do Avante, sendo visível ainda o interesse do jovem que empunhava a maltratada bandeira em mostrá-la à televisão.

 

3 Por mero acaso tivemos a oportunidade de ver, do principio ao fim, uma campanha televisiva, através da SIC, promovida pela revista “Volante”.

Naturalmente que o assunto era a promoção de carros, se bem que o nosso principal interesse foi o facto de ter por palco as ilhas do “Triângulo”.

Com início pelo Café Sport “Peter” e fecho na estalagem de Santa Cruz, os temas sucediam-se alternadamente pelas três ilhas e tratados por comentadores diferentes, como diversas eram as “espadas” por eles conduzidos.

Assim, no Faial, até fiquei a saber que há uma Escola de artesanato a funcionar no antigo e original chalé “Terra Pinheiro”, com uma torre ameada; pesca desportiva em embarcação afim; mergulho no Porto-Pim.

No Pico, as vinhas da fronteira, honrosamente elevadas a Património da Humanidade; os famosos vinhos “Verdelho”, não faltando referência à exportaçao para a Rússia dos Czares, e que ilustrado picoense eternizou num dos seus produtos; lagoa do Capitão, a trazer-nos recordações da juventude e também de passeio organizado pela FNAT, agora Inatel.

Em São Jorge, os enormes queijos; a vista da Fajã de Santo Cristo que as saborosas ameijoas tomaram ainda mais conhecidas.

E naturalmente que houve o maior cuidado nos troços percorridos, com destaque especial para a estrada central na montanha do Pico que oferece vasto panorama para as outras duas ilhas do Triângulo, uma mini-região que se vem impondo no conjunto turístico açoriano.

 

4 “Terra da coisa rara” foi epíteto dado ao Faial por João José da Graça.

Tão oportuno já era no tempo do introdutor da imprensa na Horta que pegou, chegando mesmo aos dias de hoje com a actualidade de então.

Como se sabe, trata-se de exclamaçao frequente quando algo fora do normal acontece na cidade ou na ilha.

A propósito, o caso do mini-porto na Alagoa, construído com o carro à frente dos bois, pois só agora se assiste a dragagem do fundo de modo a aumentar a cota dos 6,30 metros actuais para mais dois, de forma a permitir a acostagem de barcos de maior calado.

Quiçá por a ordem ser marchar para que a inauguração com pompa e circunstância decorresse antes das eleições.

E foi mais um facto extraordinário na “Terra da coisa rara”…

 

5 No lançamento da última de mancheias da primeira Pedra, esta para escola em São Jorge, e em vésperas de campanha a valer, quiçá mais de revisão de tantas promessas, Carlos César, após a tradicional colherada de cimento, afirmou: 

“Termino este mandato da melhor maneira – compromisso assumido, compromisso cumprido.”

Diz-se que o queijo faz perder a memória! 

Mas não tanto… 

 

 

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