Opinando Objectivamente

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Aquando do inesperado fecho do “Correio da Horta”, que funcionou durante os seus 87 anos nas mesmas instalações de “A Democracia”, o Jornal dos Padres como era conhecido, também por Bispo extinto, e ao princípio, com o material tipográfico comprado à Diocese”, cheguei a pensar e até a comentar com amigos que tal facto não sucederia com “A União”.

Afinal não me enganei totalmente, pois passagem a semanário salva apenas um título que mais de cem anos de vida bem merecia continuar diariamente em defesa da Igreja e a lutar pela Terra.

É que semanários como o “Tribuna” são complementos dos diários, o que não é o caso da futura “a União”.

E justas tem sido oportunas reacções de conhecidas figuras terceirenses através da imprensa, e naturalmente dos profissionais, alguns com dezenas de anos de serviço.

Entre elas a de distinto jornalista do “Diário insular”, queixando-se de este ficar sem profícua e leal concorrência em Angra.

Aliás, o que aconteceu há cinco anos na Horta com o fecho do “Correio”.

 

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   Foi divulgado, recentemente, pela INE (Instituto Nacional de Estatística) o censo de 2010, segundo o qual a população dos Açores aumentou para 245.810 (123.841 mulheres e 121.969 homens), relativamente a 1996.

Ribeira Grande, com mais 3.924 habitantes, foi o concelho que registou maior crescimento, seguido de Lagoa (2.475 e Horta 1.246).

Será, porém, de salientar o Corvo que de 395 passou para 507, não devendo ser estranho as melhores condições de vida que terá passado a usufruir nos últimos anos.

 

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   Leio sempre com natural interesse o Editorial, desta feita sobre a Pesca do atum.

Ainda me lembro, como se fosse ontem, desse período, que chegou a ser áureo, iniciado no Faial por José Inácio da Silva e sobrinho (Henrique Silva), e que depressa se propagou pelas outras ilhas do Triângulo.

Por sinal, o porto artificial da Horta coalhava-se de traineiras, entre elas a pioneira “Garça”, durante os três dias de Espírito Santo em que mancheias de pescadores iam para as suas freguesias passar a popular Festa açoriana em honra ao Divino Paráclito.

E tal foi o entusiasmo que muita gente houve a arriscar economias de anos quer na construção de novas embarcações quer mesmo na adaptação de lanchas de maior porte, ou mesmo de iates como o Ribeirense do velho lobo do mar que foi Mestre João, numa autêntica corrida ao ouro negro, nunca antes acontecida por estas bandas.

Mas neste decorrer dos anos, intercalados com bons e maus, parece que a luz volta a brilhar no fundo do túnel, e a política nacional se volta também a virar para o mar e para a terra, quiçá fazendo auto de contrição, oxalá acrescentado do propósito de não mais pecar…

 

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   A Gruta das Torres, de cinco quilómetros de comprimento atingindo a altura de quinze metros, embora de descoberta relativamente recente  (1990 ), nos matos da Criação Velha, já se tornou num dos maiores atractivos turísticos do Pico.

Este ano, ou melhor em Julho, segundo lemos, registou mais de dois mil visitantes, um crescimento de 30por cento em relação ao ano anterior.

Na verdade, bem demonstrativo do interesse que vem causando tanto na ilha como no arquipélago e também no exterior.

 

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  No tempo da outra senhora (no caso, senhor) havia uma Rádio continental, de que já não lembro seu nome, mas que jamais me esqueci do programa nocturno “à uma há cada uma…” que de certeza não deixaria de incluir o que agora li em diário lisboeta, dizendo mais ou menos:

Um sujeito de 2 (dois) m. de altura, entrou nas urgências de hospital, segurando uma mulher de cabeça para baixo, naturalmente perante o espanto geral.

Uma vez informado de que era a única posição em que não desmaiava, o cardiologista logo descobriu a causa: Má ligação no pacemaker que lhe tinham colocado no dia anterior.

 

 

 

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