1 Quando andei no Liceu (agora Escola Secundária) nos anos de1932 a42, adisciplina de Moral e Religião era semanal e ministrada por sacerdote católico, e com influência na perda de ano por faltas se conjuntamente com outra.
Por sinal, tudo decorria normalmente, já que virada para a educação cívica adentro da doutrina cristã, mas sem padre-nossos e avé-marias que muito parecem assustar uns certos intelectuais convencidos de sua sabença.
Todavia, com o advento, nanja do Espírito Santo, a dita, em vez de continuar obrigatória, mas aberta a dispensa dos estudantes não católicos, passou a ser facultativa e sem qualquer alternativa, e ainda com a exigência de só ser ministrada aos filhos cujos pais a solicitassem!
Aliás, com o resultado bem à vista, isto é, a acentuada descida na frequência, pois que enquanto uns estavam em aula, outros passeavam a seu belo prazer …
E anos decorreram até que, finalmente, foi criada a indispensável aula alternativa, notando-se já uma melhoria na frequência da disciplina em apreço, assaz imprescindível na formação de homens de amanhã.
Naturalmente que a aula alternativa para ser eficaz tem de ser obrigatória, e o mesmo deveria acontecer com a disciplina de Moral e Religião.
Mas já nada estranhamos nesta 3ª. República, em que peixe e carne é a mesma coisa…
2 A democracia será cristã, ou não será democracia. O autor desta afirmação é, nem mais nem menos, o francês Robert Schuman, considerado, com Adenaur (alemão) e Gasperi (italiano), pai da União Europeia.
Isto ouvimos a D . Manuel Clemente, Bispo do Porto, no capítulo afim da rubrica “O Passado do Presente” em “Ecclesia” do programa “A Fé dos Homens” que a RTPN emite à 5ª. Feira.
3 Como se sabe, a Califórnia é de há muitos anos o “el dorado” dos açorianos e particularmente de faialenses e picoenses.
Assim, achamos assaz oportuna a referência publicada em Maio de 1912 por “A União”, e agora recordada:
“A colónia portuguesa na Califórnia (título) – O sr. Carlos Olavio, vice consul de Portugal na California, enviou à Sociedade de Geografia um exemplar do jornal norte-americano The Saturday Evening Post, em que se faz as mais elogiosas referencias à colónia portugueza n’aquele Estado. Considerando-a como a mais apta para a agricultura, pôs em relevo as faculdades de trabalho dos nossos compatriotas, que não só revelam as suas aptidões n’aquele ramo, mas também n’outros, tais como carpintaria, marcenaria e mais artes em que o portuguez é sobremaneira apreciado. É bastante honrosa a referencia que o aludido jornal faz aos nossos compatriotas, que tão dignamente sabem levantar o nome da sua pátria”.
4 Sempre que surge na Televisão, e não são poucas as vezes, João Jardim (dispensado de apresentação ) jamais nos deixa ficar surpreendidos.
E desta feita apenas disse: “Sinto-me de mãos atadas”.
Talvez até seja bom para as finanças madeirenses!
Mas uma coisa, porém, não precisou dizer: é que a língua continua sempre bem afiada, mesmo sem patacas…











