Plácido e Carreras – Amizade refeita
Mais um caso sugestivo lemos agora em escrito de Eugénia Fraga na “Mag-nificat”, de Janeiro de 2014, por sinal a revista católica que não há muito tempo nos proporcionou um outro tópico, também muito interessante.
No de ontem eram protagonistas o Doutor Fleming (descobridor da penicilina) e Lord Winston Churchill.
Hoje as personagem em destaque são os famosos tenores espanhóis, Plácido Domingo (madrileno) e José Carreras (catalão) a que a televisão deu, em tempos, apreciada divulgação.
E agora lemos que “Devido a questões políticas, em 1984, tornaram-se inimigos”, ao ponto de deixarem de atuar conjuntamente.
Entretanto, Carreras é atacado de leucemia, passando a lutar contra a grave doença, com consequências nefastas também na sua situação financeira.
Todavia, “Graças ao apoio da Fundação Formosa venceu a doença e voltou a cantar e a receber altos cachés”, acabando por saber que “Domingo tinha criado a Fundação para o ajudar”.
Também lemos: “Surpreendendo Plácido Domingo, num dos seus concertos em Madrid, Carreras interrompeu a actuação deste, subindo ao palco, e, humildemente ajoelhou-se a seus pés…”
Por sua vez, “Plácido ajudou-o a levantar-se e com um forte abraço selaram o inicio de uma grande e bela amizade”.
É mais um exemplo da “sabedoria popular” ao dizer que é nas ocasiões que se conhecem os amigos.
Falta Ensino universitário na Horta
Na recente eleição para Reitor da Universidade dos Açores, além do vencedor, o catedrático micaelense João Luís Gomes, do Pólo de Ponta Delgada, candidataram-se também os professores Alfredo Borba e Tomaz Dentinho, ambos do Pólo de Angra do Heroísmo.
A propósito, este último, continental radicado na Terceira, defendeu no seu programa a criação duma licenciatura em Ciências do Mar na Horta.
Aliás, o Doutor Dentinho veio alertar os faialenses para a falta de Ensino universitário na Ilha.
Como se sabe, o DOP já contempla um magistrado, o que é pouco para uma cidade sede da Assembleia Legislativa dos Açores e que durante anos teve a Escola do Magistério com um desempenho inigualável, muito embora ignorado pelos responsáveis pela reestruturação do Ensino no início da Autonomia.
Nunca nos cansaremos de recordar que se tratava de uma autêntica Universidade, com repercussão até no Ensino secundário tanto nestas ilhas como no continente.
É certo que Dentinho não foi o docente eleito, mas oxalá que seus propósitos tenham caído em boa terra e que o Pólo da Horta venha a usufruiu de seus bons frutos.
Desopilando de vez em quando
Até faz bem a quem escrevinha e mais ainda aquém lê, por fartos de tanta politiquice que tem na televisão primeiro fomentador.
Na berlinda estarão nomes populares de clubes desportivos, a começar pelo “Minhocas” das Flores, ainda não esquecido e que durante alguns anos actuou com agrado geral nos campos da Associação de Futebol sedeada no ex-distrito da Horta.
Também não nos esquecemos que a típica designação teve origem no facto de os primeiros futebolistas se dedicarem a apanha da apetitosa isca piscatória.
Ainda no desporto-rei temos na América: os “Terramotos” e “Galaxy”, e quiçá no desporto-rainha que é o Basquetebol: “Guerreiros”, “Reis”, “Clippers” e “Lagoeiros”.
E concluímos com os “Piratas” lusos continentais que com certeza não serão desses ladrões apregoados pelos esquerdistas, já que se trata de patente exclusiva dos árbitros dos futebois e afins…
* O autor não escreve de acordo com o novo Acordo Ortográfico













