Os vulneráveis

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Rute Lacerda

Somos todos vulneráveis. É condição humana inerente à nossa existência, fragilidade e finitude. Uns mais do que os outros, mas ninguém está livre de ser lesado. Depois das notícias da última semana como os ciberataques a grandes empresas nacionais e multinacionais, bem como o triste espetáculo dos media sobre uma tentativa de ataque a uma universidade portuguesa, creio que a fraqueza, e, por vezes, a pequenez humana ficou por demais evidente.

Face a tudo o que já foi escrito e noticiado sobre qualquer um dos temas, absolutamente preocupantes, tudo girou em torno de uma só questão para os media: de quem é a culpa? Pelo menos é essa a resposta que a comunicação social tanto procura para nos dar em primeira mão, nos seus mais variados “alertas de última hora no quadro mágico” (frase inventada alusiva aos separadores/rodapés dos vários canais de informação 24 horas). A busca incessante por um vilão, um nome, uma cara e uma vida que possa ser esmiuçada até à exaustão sem qualquer preocupação das consequências que possam advir, não só para o autor(es), mas para os que lhes são próximos e nada têm que ver com ações e comportamentos alheios. No segundo caso, foi uma autêntica caça à bruxa, através da exposição e especulação desmedida, qual hipermediatização deveras perigosa.

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