Sobre o tenente-coronel José Agostinho

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DR/TI
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Foi numa tarde chuvosa de outubro de 1971 que batemos à porta da pequena e modesta casa do tenente-coronel José Agostinho, sita no alto da Miragaia, em Angra do Heroísmo.
O meu amigo Eduardo Dias e eu, então alunos do Liceu, entrámos, alvoroçados, e fomos simpaticamente recebidos pelo insigne cientista numa sala atulhada de livros, revistas, jornais e outras publicações portugueses e estrangeiros.

Espírito superior, o tenente-coronel José Agostinho tinha então 83 anos de idade e era um homem sapientíssimo e muito respeitado, pois tendo sido militar de carreira, distinguira-se como meteorologista, naturalista e historiador de renome internacional. Apesar da provecta idade, era espantosa a sua lucidez. Não esquecerei os seus olhos piscos, o seu sorriso de bondade e o seu rosto fino e ascético cheio de energia, qual personagem perdida de um quadro de Greco.

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