PAN quer medidas arrojadas para “reforçar autonomia” energética

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O porta-voz do PAN/Açores, Pedro Neves, disse hoje que são precisas medidas mais arrojadas e agressivas para mudar a produção de energia na região e para “reforçar a autonomia” energética do arquipélago.

Nós temos de ser mais arrojados e mais agressivos para mudar a nossa forma de produzir energia e também para reforçar a autonomia [energética]”, declarou Pedro Neves à agência Lusa.

O porta-voz do PAN/Açores é o cabeça de lista do partido pelos círculos eleitorais de São Miguel e da compensação às próximas eleições regionais de 25 de outubro.

Segundo Pedro Neves, o reforço da autonomia energética permitiria aos Açores não estarem “completamente dependentes dos mercados externos”.

“Queremos também reforçar a autonomia para não estarmos completamente dependentes dos mercados externos relativamente à energia. Estamos a falar de hidrocarbonetos, em termos de combustíveis, sejam eles para as nossas viaturas ou para as nossas casas”, afirmou, no primeiro dia da campanha oficial.

Sobre as metas do Governo Regional quanto ao uso de energias renováveis (60% em 2025) na região, o candidato da PAN considerou que têm sido dados “passos de bebé”.

“São passos de bebé, tendo em conta o Acordo de Paris, tendo em conta o parque ecológico e obviamente as metas que nós temos de atingir pela União Europeia. Com os passos de bebé que a secretaria da Energia, Ambiente e Turismo está a fazer nós nunca vamos chegar lá”, disse.

O porta-voz do partido na região destacou ainda a importância do programa europeu IANOS (Integrated Solutions for the Decarbonization and Smartification of Islands), que pretende descarbonizar as ilhas Terceira, Ameland (Holanda), Lampedusa (Itália), Bora-Bora (França) e Nísiros (Grécia) até 2050.

“Nós temos a ilha da Terceira como a única em Portugal que vai entrar nesse projeto da União Europeia que é o IANOS, sem dúvida viram o potencial enorme [da ilha]”, apontou o candidato, considerando “imperativo” a aposta da região na descarbonização.

Para as eleições regionais de 25 de outubro, o PAN apresentou candidaturas em sete círculos eleitorais (São Miguel, Terceira, Faial, Pico, São Jorge, Flores e compensação), depois de nas regionais de 2016 ter concorrido aos 10 círculos eleitorais.

A campanha eleitoral decorre entre hoje e 23 de outubro.

Nas eleições regionais açorianas existe um círculo por cada uma das nove ilhas (São Miguel, Terceira, Faial, Pico, São Jorge, Graciosa, Santa Maria, Flores e Corvo) e um círculo regional de compensação, reunindo os votos que não foram aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

Ao todo, são 13 as forças políticas que se candidatam aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSDCDS-PP, BE, CDUPPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

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