“Para o PS o voto em mobilidade é uma questão há muito assumida como vital”, afirma Isabel Almeida Rodrigues

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DR/PS
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“Para nós, a componente mais importante, até do que o combate à abstenção, é a garantia do exercício do direito ao voto por todas as Açorianas e Açorianos que, por razões da sua vida escolar, académica, de saúde ou de trabalho não conseguem estar na mesa de voto da sua freguesia de residência no dia da eleição”, afirmou a deputada do Partido Socialista dos Açores à Assembleia da República.

Isabel Almeida Rodrigues, que intervinha no debate parlamentar a propósito da alteração à Lei Eleitoral para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, referiu, na ocasião, ter sido criada na Região uma Comissão Eventual, denominada CEVERA, que “ao longo desta legislatura na Região Autónoma dos Açores se dedicou a estudar e a propor um conjunto de soluções”.

Sublinhando ainda que o que estava em estudo na comissão era mais amplo que a questão do voto antecipado em mobilidade, a parlamentar lembrou que para o Partido Socialista esta era uma questão há muito assumida como vital, o que, no caso dos Açores “tem uma pertinência muito particular porque estamos a falar de nove ilhas, com centenas de estudantes deslocados na Madeira e no território continental e de centenas de doentes que se deslocam inter-ilhas e para o continente por vezes para estadas muito prolongadas”, questionando ainda o deputado do CDS-PP se, ao estarmos de acordo com o voto antecipado em mobilidade, a opção era “não garantir a estas Açorianas e Açorianos que pudessem votar nas próximas eleições”.

Esclarecendo ainda que dos 57 deputados que compõem a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, “51 votaram a favor desta lei”, Isabel Almeida Rodrigues sublinhou ser este um claro sinal de consenso entre os deputados do Parlamento açoriano.

Já em relação à abstenção do CDS-PP nesta Proposta de Lei, a deputada eleita pelo círculo dos Açores referiu que, “tirando a parte em que toma as dores do PPM, que se manifestou contra a forma como decorreu este processo, não tem nenhuma razão de ser”, ressalvando, uma vez mais que “não poderia haver consenso maior do que 51 deputados da ALRAA que, no uso de uma competência sua, apresentam uma proposta”, afirmou.

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