Parlamento aprova auditoria do Tribunal de Contas ao Grupo SATA

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DR/PSD
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A Assembleia Legislativa dos Açores aprovou a realização de uma auditoria do Tribunal de Contas ao Grupo SATA, visando a sua situação financeira e operacional, no período compreendido entre os anos de 2012 e 2020.

A proposta foi apresentada pelos partidos da coligação que suporta o Governo Regional – PSD, CDS-PP e PPM –, cabendo ao deputado social-democrata António Vasco Viveiros explanar as razões da iniciativa, tendo lembrado que, “entre 2012 e 2019, a SATA somou mais de 260 milhões de euros de , o que constitui uma séria ameaça ao serviço público de transporte aéreo nos Açores”.

“No mesmo período, a dívida do Grupo SATA triplicou, passando de 155 milhões de euros de passivo, em 2012, para 464 milhões no final de 2019”, acrescentou.

O parlamentar recordou que, em 2012, “a SATA tinha ainda capitais próprios positivos de 27,4 milhões de euros, o que não fazia prever o descalabro que se seguiu nos anos seguintes. Mas a partir de 2013, a sua situação financeira entrou em queda livre e, logo nesse ano, o Grupo fechou as contas com 15 milhões de euros de prejuízos”.

“Nunca mais a companhia aérea regional voltou a ter contas equilibradas, com as opções erradas de anteriores governos e administrações a culminarem, no fim de 2019, com a apresentação de capitais próprios negativos de 230 milhões de euros”, referiu António Vasco Viveiros.

Uma fragilização da SATA “ainda mais patente, a compararmos com a situação de outras companhias em dificuldades, como a TAP, que emprega 10 vezes mais trabalhadores, mas cujos capitais próprios negativos são pouco mais que o dobro”, exemplificou.

“A grave situação a que a SATA foi conduzida nas duas anteriores legislaturas obriga a que não se repitam os erros cometidos. Só é possível salvar a SATA e construir o futuro da companhia aérea dos Açores conhecendo, com exatidão, o que se fez de errado no passado”, frisou.

Para António Vasco Viveiros, o Tribunal de Contas possui, no âmbito das suas competências, “jurisdição e poderes de controlo financeiro sobre as empresas de capitais públicos, reunindo todas as condições para a tarefa em causa”.

“Porque o trabalho de identificação das causas dos graves problemas da SATA deve ser executado por uma entidade externa, credível e independente do poder político, daí termos proposto esta auditoria rigorosa à situação do Grupo no período entre 2012 e 2020”, concluiu.

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