Parlamento dos Açores aprova protesto a chumbo à compensação da insularidade para a Universidade dos Açores

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DR/PSD
DR/PSD

O Parlamento dos Açores aprovou esta manhã o voto de protesto dos partidos da Coligação (PSD, CDS/PP e PPM) ao chumbo da maioria socialista na Assembleia da República, à compensação dos sobrecustos da insularidade para as universidades dos Açores e Madeira.

O deputado do PSD/Açores Flávio Soares apresentou o voto de protesto na Assembleia Legislativa dos Açores, na Horta. O voto foi aprovado pelos partidos da Coligação, CHEGA, PAN, BE, IL e deputado independente, apenas com voto contra pelo PS.

O parlamentar social-democrata considera que a postura socialista revela “uma profunda desconsideração pela Universidade dos Açores, reiterada na discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2022”, num “claro incumprimento das responsabilidades do Governo da República”.

Para Flávio Soares, trata-se de “mais uma manifestação de indiferença do Partido Socialista pelas especificidades da Universidade dos Açores”, com a agravante que a representação socialista açoriana, com assento na Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República, votou contra a proposta de alteração.

O deputado do PSD/Açores advertiu que “esta atitude traz consequências gravosas no financiamento da Universidade dos Açores, a que acresce ainda a dificuldade de esta não poder concorrer aos programas operacionais em vigor”.

Flávio Soares sublinhou que “a tripolaridade e os custos acrescidos da insularidade são entraves ao crescimento da Universidade e ao desenvolvimento de projetos de investigação”, dificuldades reconhecidas pela Região outrora ao colaborar com a Universidade dos Açores, para mitigar os efeitos do subfinanciamento.

“É da responsabilidade do Governo da República o financiamento do ensino superior e as Universidades das Regiões Autónomas não são exceção”, concluiu o deputado do PSD/Açores.

A proposta de alteração ao Orçamento do Estado para 2022 que permitiria o financiamento essencial para o bom funcionamento do ensino superior público dos Açores e da Madeira, recebeu o voto favorável de todos os partidos na Assembleia da República, tendo sido chumbado por um voto absoluto e isolado da maioria socialista.