PáSCOA

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   O calendário litúrgico da Igreja católica assinala, no próximo domingo, a celebração da Páscoa, que ocorre em todo o mundo ocidental em que estamos inseridos e que corresponde a uma festividade das mais marcantes – e talvez a mais significativa – de quantas o nosso povo preserva, com certos valores tradicionais, na sua prática cristã ao longo de cada ano.

E se o Natal é a festa da família, dos encontros de parentes e, mais modernamente, das rodas de amizades e dos grupos profissionais – estando também transformado em época comercial, em prejuízo das tradições do presépio, da “missa do galo” e da sua faceta mais íntima no aconchego dos lares – a verdade é que a Páscoa é uma manifestação comemorativa do júbilo da cristandade pela Ressurreição de Jesus, o que acontece num ambiente primaveril, em paralelo com o despertar da natureza em ramagens e flores e com o acordar das novas aves nos ninhos.

Infelizmente, esta Páscoa de 2015 decorre no nosso país com graves dificuldades para grande parte da população, sobretudo para os sectores sociais em que o desemprego, o aumento do custo de vida, o baixo nível das pensões para elevada percentagem de idosos e reformados e para os abonos destinados a crianças das famílias numerosas. E tudo isso e muito mais corresponde a uma situação que terá de ser resolvida, o mais brevemente possível, com a boa vontade, a colaboração aberta e franca de todos os agentes políticos do país, numa cruzada de espírito nacional que se sobreponha a todos os interesses exclusivamente individuais ou de grupo.

Esperamos, pois, que na Páscoa de 2016 a problemática económica e financeira, que hoje afeta estagnação com mais de oito séculos de história, esteja no caminho de uma sólida recuperação nessas importantes áreas da vida e do prestígio internacional e que, em cada português, nasça uma luz de esperança que ajude a eliminar o desânimo e o pessimismo.

E quanto aos Açores, é de esperar que este conjunto de ilhas dispersas pelo mar, com problemas específicos resultantes de uma natural insularidade, seja atendido nas suas carências, obras e serviços – dependentes dos poderes políticos e organismos centrais – com a atenção e a justiça merecidas e não como “peça” de um antigo regime colonial em que as legítimas aspirações eram muitas vezes relegadas para o final da lista de investimentos.

Para todos os nossos irmãos açorianos abraçados por este mar que nos rodeia e para os portugueses como nós, filhos da mesma pátria, os votos de uma Páscoa 2015 vivida com a alegria possível, com saúde, paz… e um lampejo de esperança.

 

                                                                                                                           

 

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