Paulo Casaca apresenta candidatura ao Parlamento Europeu na Horta

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O antigo eurodeputado socialista Paulo Casaca anunciou quarta-feira na Horta que vai encabeçar uma lista de candidatos ao Parlamento Europeu do Partido Democrático do Atlântico (PDA) nas eleições deste ano.

Na apresentação da candidatura, Paulo Casaca considerou que há espaço para quem pretende reformar e reforçar a União Europeia no Parlamento Europeu, onde se quer posicionar entre “os eurocéticos e os euroconformistas”.

Ao Tribuna das Ilhas disse que o que voltou a colocá-lo na “corrida às europeias” foi, essencialmente, “o sentimento de que a Europa, e muito em particular Portugal, estão a enfrentar um desafio enorme de sobrevivência que tem a ver com a sua política económica monetária, ou se quisermos simplificar, com o euro. Esse desafio foi muito mal respondido nestes últimos cinco anos. Os problemas foram agravados e as soluções não foram aplicadas, pelo que é essencial mudar esta política que foi seguida até aqui.”

“Há de facto um espaço político vital entre estas duas perspetivas, que é a euroconformista, aqueles que no Parlamento Europeu, durante os últimos cinco anos, carimbaram tudo o que se lhe pôs à frente e os outros que rejeitaram qualquer tipo de compromisso. Acho que há um espaço para um eurorreformismo, para aqueles que querem de facto participar não dizerem que não a tudo, mas querem reorientar as coisas”, afirmou.

“Considero-me totalmente capaz de ter uma influencia fundamental nesse processo” – remata.

Paulo Casaca, que já cumpriu dois mandatos como eurodeputado pelo Partido Socialista, lidera um movimento de independentes, designado “A Nossa Europa” e apoiado pelo PDA. Sobre a sua desvinculação do PS, que aconteceu em dezembro de 2013, Paulo Casaca, que foi militante durante 30 anos, afirma que “notei que o PS não estava minimamente interessado em considerar alterações à sua posição – aqui equiparada à dos partidos do Arco Governativo – uma vez que aprovou sem excepção todas as peças legislativas da atual politica monetária europeia que se faz sentir entre nós sobre o nome de Troika. PS é tão responsável como os outros partidos, pelo que constatei ser impossível fazer com que o partido pusesse em causa essa sua estratégia e desvinculei-me e resolvi apresentar uma lista de candidatos ao Parlamento Europeu. Esta é uma lista independente, uma coligação de cidadãos, que abrange todo o país e todos os quadrantes do nosso sistema político e que percebem a urgência de termos uma Política Monetária Europeia diferente daquela que temos tido até então”.

A candidatura assume também compromissos para os Açores no âmbito dos sectores da agricultura e dos recursos marinhos.

“Primeiríssima das prioridades: salvaguardar uma exploração sustentável dos recursos marinhos dos Açores, solidariedade total com os pescadores dos Açores. Segunda e muito próxima dessas prioridades: total apoio e solidariedade à agricultura açoriana, fazer com que o regime das Regiões Ultraperiféricas torne o menos difícil possível a atividade agrícola na nossa região”, afirmou.

Paulo Casaca disse estar também preocupado com o fim das quotas leiteiras e do seu impacto nos Açores.

 

 

 

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