Plano de Formação do SRS contribui para qualificação e fixação de médicos nos Açores

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O Diretor Regional da Saúde afirmou hoje, em Angra do Heroísmo, que o Plano de Formação de 2019 para profissionais do Serviço Regional de Saúde é um forte contributo para a fixação de médicos, pela atenção dirigida à emergência médica e aos internos de medicina geral e familiar.

“O programa de formação da Direção Regional de Saúde, que aposta em seis áreas, teve em conta as necessidades dos internos de medicina geral e familiar, o reforço das áreas clínicas e as necessidades identificadas na área da emergência médica, com módulos direcionados para médicos a exercer em ilhas sem hospital”, salientou Tiago Lopes na apresentação deste plano de formação.

O Diretor Regional destacou a maior abrangência e as novas ofertas formativas desta estratégia de formação, que pretende assegurar a qualificação profissional dos trabalhadores e dirigentes e melhorar o seu desempenho, ao mesmo tempo que permite reforçar a eficácia e a qualidade dos serviços prestados aos utentes.

“Tivemos a preocupação de corresponder às legítimas expectativas dos internos, por um lado, e, por outro, dar ferramentas aos médicos de medicina geral e familiar para exercerem em ilhas sem hospital, contribuindo desta forma para a tão desejada fixação de médicos nos Açores”, sublinhou.

Tiago Lopes adiantou que a formação para internos será realizada em cooperação com a Coordenação Regional do Internato Médico de Medicina Geral e Familiar, propondo cursos obrigatórios, mas também algumas ações que, não sendo obrigatórias, se afiguram como primordiais para a sua formação.

No que se refere à área da emergência, este plano alarga a formação ao maior número possível de profissionais de saúde, tendo em conta a necessidade de formar profissionais em áreas chave, como o internamento, a urgência, os cuidados domiciliários e os cuidados continuados.

A formação aos médicos de medicina geral e familiar das ilhas sem hospital tem por objetivo, numa primeira fase, realizar em cada uma das ilhas um curso de Suporte Básico de Vida, enquanto, numa segunda fase, serão ministrados cursos de Suporte Avançado de Vida, Avançado de Trauma e Suporte Imediato de Vida Pediátrico.

A estratégia deste plano passa também pela formação em áreas clínicas específicas, formação complementar e formação à comunidade em geral, abrangendo formação em qualidade (ISO9001), Diretivas Antecipadas de Vontade e Regulamento Geral de Proteção de Dados na Saúde.

No total, serão ministrados ao longo deste ano 66 cursos, mais 35 do que em 2018, registando-se também um aumento do número de horas de formação, passando de 485 horas, em 2018, para 795 horas em 2019.

“Além de capacitar os profissionais de saúde para um melhor desempenho das suas funções, pretendemos promover a saúde e prevenir a doença dando ferramentas à população para evitar ou minimizar os efeitos, por exemplo, de doenças crónicas, como a diabetes ou a obesidade”, afirmou Tiago Lopes.

O Diretor Regional acrescentou que o programa traçado tem por base não só a consulta efetuada junto das unidades de saúde, mas também as necessidades identificadas no Plano Regional de Saúde.

“Estamos determinados em investir na eficiência e humanização dos cuidados de saúde na Região, através da qualificação dos seus recursos humanos, no sentido de uma melhoria constante dos índices de qualidade e centralidade no doente”, frisou.

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