Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)

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DR/Câmara do Comércio e Indústria dos Açores
DR/Câmara do Comércio e Indústria dos Açores

Por: Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada

O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) é um instrumento, com fundos europeus, que tem como objetivo apoiar investimentos e reformas para ajudar as economias dos países, no sentido de as tornar mais resilientes e preparadas para o futuro, tendo em consideração os impactos que a pandemia provocou e continua a provocar na economia e na sociedade.

A Câmara do Comércio e Indústria dos Açores desenvolveu, através das suas associadas, um inquérito com o objetivo de conhecer, mais em concreto, as medidas e áreas que as empresas consideram que devem ser mais prioritárias, para ser possível criar uma maior sustentabilidade económica.

Os resultados do referido inquérito, evidenciam, por grandes eixos, os aspetos relacionados com a “Tesouraria, Investimento e Inovação”, como o de maior importância para o tecido empresarial dos Açores, da qual se destaca a Redução do IRC e IVA com 73,81% dos inquiridos a considerar como “Muito Importante”.

As medidas relativas ao “Emprego, Qualificações e Competências” são consideradas como “Importante” ou “muito importante” para 88,10% dos participantes no inquérito. Destaca-se o caso da medida específica do “Prolongamento e Reforço do apoio ao Layoff”, medida considerada por 50% dos inquiridos como “Muito Importante”

A elevada relevância das medidas de “Competitividade e Coesão Territorial”, designadamente pela via dos transportes marítimos inter-ilhas e dos transportes aéreos nacionais/internacionais fica patente através da classificação dos inquiridos como “Muito Importante” por 64,3% e 66,7%, respetivamente. Salienta-se que mais de 90% dos inquiridos consideram que os assuntos ligados aos transportes são considerados “Importante” ou “Muito Importante”.

A transformação digital, concretamente através da Promoção da transição digital e redução dos custos de contexto, é identificada como uma medida “Muito Importante” (41,46%).

No que diz respeito à “Classificação de acordo com a prioridade de intervenção e apoio público”, são identificadas com principais prioridades, o reforço do sistema regional de saúde (88,4%), a necessidade diminuir a burocracia na administração pública (81,4%) e a necessidade de proporcionar acesso à liquidez por parte das empresas, em especial pequenas e médias empresas (79,1%). No espectro oposto, o investimento na investigação e inovação é classificado como o menos prioritário.

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