Plano Regional de Desenvolvimento da Fruticultura representa um compromisso político forte na diversificação agrícola nos Açores

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O Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou hoje, em Ponta Delgada, que o Plano Regional de Desenvolvimento da Fruticultura representa um compromisso político forte de reforço da diversificação agrícola nos Açores.

 

“Com a aprovação, no último Conselho de Governo, deste Plano Regional de Desenvolvimento da Fruticultura firmou-se um compromisso político forte no sentido de reforçar o peso do setor e a diversificação agrícola nos Açores”, referiu João Ponte, acrescentando que este documento estratégico, elaborado por um grupo de trabalho coordenado por David Horta Lopes, da Universidade dos Açores, recebeu inúmeros contributos dos agentes do setor na fase de consulta pública.

 

João Ponte, que falava na conferência de imprensa de apresentação do documento, destacou que o grande objetivo deste Plano é aproveitar o potencial existente na Região para a produção de frutas, contribuindo deste modo para reduzir a dependência de frutas importadas, aumentar as exportações e, ao mesmo tempo, diversificar a produção agrícola.

 

O Secretário Regional salientou que o Plano, concebido para os próximos seis anos, contempla vários eixos de atuação, abrangendo todas as ilhas, que vão desde a formação aos mercados, passando pelo reforço da investigação e desenvolvimento, organização de produção e apoios públicos, que serão materializados em 46 medidas concretas.

 

“Para evoluirmos, temos de apostar cada vez mais no reforço formativo e do apoio técnico prestados aos produtores, mas também na investigação em parceria com a Universidade dos Açores e na experimentação”, considerou João Ponte, alegando que é necessário melhorar a organização da produção para ganhar escala e competitividade, bem como o reforço do sistema de conservação em frio da fruta.

 

João Ponte afirmou ainda que já estão a decorrer estudos para a certificação de novos produtos nos regimes de qualidade (DOP e IGP), como, por exemplo, a banana e a anona, o que irá contribuir para aumentar a valorização destas frutas e, consequentemente, o rendimento dos produtores.

 

No que diz respeito aos apoios públicos, o governante referiu que se pretende ter no futuro um programa que compense os produtores durante os períodos improdutivos, por forma a estimular o crescimento da produção de algumas espécies frutícolas.

 

“Nos últimos cinco anos a fruticultura nos Açores cresceu 15%, mas a ambição do Governo dos Açores é, no futuro, ter mais área dedicada à fruticultura e mais produção”, revelou João Ponte, acrescentando que, em 2018, a produção de fruta nos Açores, com grande predominância de banana e citrinos, ultrapassou as 11 mil toneladas.

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