Plenário- Carlos Furtado insiste que perder o controle de grande parte da Sata é uma vergonha para a região.

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Carlos Furtado

Carlos Furtado – Deputado Independente

Na intervenção efetuada, no debate de urgência sobre o “Plano de Reestruturação da SATA
e a situação financeira do Grupo SATA”, o deputado independente, começou por lembrar
que, já aquando do anúncio da decisão da Comissão Europeia referente ao Plano de
reestruturação da companhia aérea, no passado mês de junho, assistiu-se a um discurso
por parte de vários responsáveis políticos, em que estava tudo bem, mesmo estando mal,
sendo este um típico discurso de negação.

A mensagem que a Comissão Europeia fez passar é que nos Açores não existe quem consiga gerir uma companhia aérea, sendo mesmo considerada pelo parlamentar esta situação como uma derrota para todos os Açorianos.

Para Furtado, os principais responsáveis foram os sucessivos governos liderados pelos
socialistas, mas também não deixou de apontar o dedo ao atual governo por práticas
semelhantes que têm sido levadas a efeito e outras anunciadas.

Na intervenção o deputado alertou ainda para o facto de que as despesas com o pessoal da
Sata, ascenderem a valores muito próximos dos custos com o pessoal do Hospital de Ponta
Delgada, deixando o alerta que os açorianos não têm recursos que lhes permitem custear
uma companhia aérea com tão elevados encargos permanentes.

Lamentou ainda que a anunciada privatização parcial da companhia, não livrará os
açorianos dos custos que representa a assunção dos encargos da Sata, por parte do
Governo Regional.

Para o parlamentar, é altura de pôr fim a rotas deficitárias, criadas com fins eleitoralistas e
entrar num novo ciclo de gestão rigorosa e profissional, caso contrário, podemos a curto
prazo perder a possibilidade de gerir o pouco que restará da companhia aérea.