PPM Paulo Estevão acusa Governo de tentar impedir refeições escolares

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No âmbito da visita à exposição sobre o mar profundo dos Açores, Tribuna das Ilhas visitou ainda o Gabinete de Representação dos Açores em Bruxelas.
Frederico Cardigos, coordenador do Gabinete, afirma que após ter começado a sua atividade há seis meses a representação dos Açores em Bruxelas já tem tido “algumas consequências bastantes  interessantes” para a Região.

No passado dia 12 de junho, Paulo Estevão, deputado do PMM eleito pelo círculo eleitoral do Corvo para a ALRAA, acusou o Governo dos Açores de não cumprir a sua palavra e de “estar a adiar e a tentar impedir, por todos os meios, a resolução do processo de fornecimento de refeições escolares à Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira.
“Na sequência da greve de fome que realizei a propósito do fornecimento de refeições escolares aos alunos do Corvo, o Governo Regional comprometeu-se a garantir o fornecimento de refeições escolares através da Santa Casa da Misericórdia do Corvo (SCMC)”, disse, acrescentando que ficou ainda previsto a “obrigatoriedade de o Governo Regional acionar outros mecanismos de fornecimento das refeições se a SCMC não estiver em condições de o fazer”.
O deputado afirmou revelou que a escola do Corvo remeteu para a Direção Regional da Educação, há mais de 40 dias, o Caderno de Encargos referente ao fornecimento de refeições escolares que pretende remeter para diversas entidades”, solicitando que a Direção Regional desse o seu parecer, nomeadamente sobre as questões jurídicas e administrativas.
Contudo, Paulo Estevão acusa o Secretário Regional da Educação, Avelino Menezes, de dar “ordem direta” aos serviços da Direção Regional da Educação para não “responder ou prestar qualquer apoio à escola”, o que para o deputado não é mais do que “um ato cínico, cobarde e desprezível”.
Neste sentido, o deputado do PMM comprometeu-se a “financiar inteiramente, através do meu património pessoal, a aquisição dos equipamentos necessários para a sala que será utilizada como cantina escolar”.
Paulo Estevão avançou ainda que se no início do próximo ano letivo as crianças e jovens daquela escola ainda não tiverem acesso a refeições escolares, ele próprio iniciará uma “nova forma de luta cívica em forma de uma vigília permanente junto do Palácio de Sant’Ana”.
No contexto da conferência, o deputado aproveitou para anunciar que ia retirar naquela tarde a proposta referente à construção de uma cozinha escolar na escola do corvo e que voltará a esta solução “após as eleições de 2020, depois da saída do poder regional por parte do PS/Açores. 

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