Prendas de natal

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Quem deambular, nesta quadra natalícia, pelas ruas da nossa cidade da Horta, aperceber-se-á, de imediato que, à semelhança do que acontecia, no nosso tempo de jovem, duma enorme preocupação que domina e avassala o desejado interesse em adquirir “prendas”, naturalmente, acreditamos nós, de acordo com as respectivas possibilidades ou em grupo, foi-nos permitido assistir a curiosos diálogos, naquele tempo, já distante, quer entre os interessados na compra das prendas e os diligentes e pressurosos empregados comerciais, sempre solícitos na valorização das suas mercadorias, quer entre as pessoas dos próprios grupos de compradores, com possibilidades bastante diferenciadas.

Nesses tempos idos, e revivendo as circunstâncias próprias, podemos concluir, agora, que os fregueses, tal como os actuais, se podem classificar de consumistas, ou, pelo contrário, de pessoas que avaliavam, conscientemente, o seu dever e haver, antes de confirmarem suas opções e decisões.
As nossas comunidades actuais, queiramos ou não concordar, vivem, nestes tempos que correm, bem mais desafogados e, curiosamente, até se permitem adquirir “prendas” que, certamente, povoam os nossos mercados, porventura já bem menos restritos.
Para quem, como nós, já sente e bem o peso dos anos e vive, geralmente com maiores restrições, tornou-se um velho hábito avaliar os preços e, mesmo discuti-los, antes de avançarmos para quaisquer compras.
Entre nós, continua a ser hábito ancestral fazer-se as ofertas das prendas, em nome do menino Jesus.
A propósito, um edificante hábito que as nossas comunidades sobrelevam, nesta quadra, repleta de simbolismo é a confraternização com um impressionante número de idosos e até crianças que tanto apreciam um sincero carinho, que lhes falta ao longo de todo o ano.
É por isso que, nem luzes, nem Presépios nem decorações sobrelevam um tão desejado carinho, ou um sincero acolhimento fraterno.
Que bom que seria que as nossas comunidades valorizassem, respeitosamente, os seus familiares idosos, em comunhão perfeita, agradecendo o dom supremo da vida, ao Deus Menino. 

 

dezembro de 2017

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