Presidente do Governo diz que situação da Região é “menos grave” em comparação com o resto do país

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O Presidente do Governo dos Açores afirmou hoje, que, “na presente vaga epidemiológica, a situação da Região Autónoma dos Açores é complexa, no entanto, e no contexto da situação do país, os Açores são a Região em melhor situação, isto é, a menos grave”, adiantou.

José Manuel Bolieiro falava por videoconferência, no plenário da Assembleia Legislativa Regional, onde fez uma comunicação sobre a situação pandémica nos Açores e as medidas que têm vindo a ser tomadas.

“Na verdade, enquanto assistimos a uma tendência crescente de novos casos no todo nacional, os Açores constituem-se como exceção a essa tendência, tendo o menor valor de Rt do País – 0,93, isto é, o indicador que define o grau de transmissibilidade de infeção”, acrescentou.

Na comunicação realizada à Casa da Autonomia Açoriana, o líder do Executivo disse que o Governo está “atento e vigilante para proteger a saúde pública nos Açores”, atuando de forma “preventiva, identificando os casos positivos, determinando o seu isolamento, bem como a identificação e isolamento dos contactos próximos, tendo em vista conter a propagação da pandemia”.

Relativamente ao processo de vacinação, o Presidente do Governo relembrou a conclusão, esta semana, da segunda toma da vacina, que permitiu imunizar 5.160 açorianos, priorizando a população idosa institucionalizada e os profissionais de saúde nas ilhas de alto risco.

“Fomos pioneiros e inovadores no plano nacional e soubemos responder àqueles que mais precisavam”, frisou José Manuel Bolieiro, acrescentando que na próxima fase, no início do mês de fevereiro, “a prioridade será a vacinação de todos os idosos institucionalizados das restantes ilhas”.

“Decidimos ainda que, na próxima fase, irão ser incluídos na lista de prioridades os cidadãos portadores de deficiência institucionalizados e os idosos com mais de 75 anos que residam no seu domicílio ou com a família”, disse ainda.

O chefe do Executivo deixou ainda uma “palavra justa e de penhorada gratidão a todos os profissionais dedicados e que sempre estiveram e continuarão a estar na linha da frente”.

“A saúde publica é da responsabilidade de cada um, mas o empenho destes profissionais no tratamento da doença de todos e o rastreio essencial para conter a pandemia tem sido decisiva. A sua exaustão é combatida pelo seu brio e caráter, que muito nos honra coletivamente e a quem devemos tributo”, salientou.

José Manuel Bolieiro destacou a implementação de equipas multidisciplinares nas localidades de maior risco e o rastreio regular, por deteção rápida de casos, em situações de aglomerados populacionais, escolas, lares e empresas de risco, relembrando ainda a capacidade instalada nos hospitais da Região.

No apoio social, o governante destacou o reforço solidário e excecional aos agregados familiares que fiquem submetidos à perda de rendimento de um dos pais, para apoio familiar ao filho que não foi ou não vai à escola, por aplicação do ensino a distância.

Uma medida única no país, uma vez que repõe a totalidade do rendimento perdido”, destacou.

No apoio ao emprego e à economia, Bolieiro destacou o regime de layoff, moratórias ao crédito, prorrogação e isenção de pagamentos e taxas, como por exemplo, no exercício da atividade marítimo-turística ou das taxas aeroportuárias, assim como a linha de crédito Covid-19 Açores no apoio às empresas, com operações aprovadas em torno de 130 milhões de euros.

O Presidente do Governo Regional elencou os programas de apoios prorrogados e criados, quer para a manutenção de empregos, como para apoio à liquidez das empresas.

Por fim, José Manuel Boleiro apelou à cidadania, alertando para sejam cumpridas as regras das autoridades de saúde.

“Antes o excesso de prudência do que a negligência na ação. Tem sido, nas nossas ilhas, esta a boa atitude geral de muitas pessoas, ao longo destes cansativos meses de pandemia”, tendo deixado uma palavra aos estudantes deslocados, pois com o encerramento das universidades “prevê-se que muitos dos nossos estudantes deslocados queiram regressar às suas casas, ao convívio das suas famílias. Contamos com a ajuda de cada um deles no combate a esta pandemia, cumprindo, desde logo, as regras das autoridades de saúde”.

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