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Presidente Luís Garcia considera definição de Áreas Marinhas Protegidas “um passo dado na direção certa”

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O Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), Luís Garcia, considerou hoje, na cidade da Horta, que a “definição de Áreas Marinhas Protegidas é um passo dado na direção certa, positivo e útil para todos, incluindo para o futuro dos pescadores”.

Falando no encerramento da Semana das Pescas 2023, que teve lugar na Sociedade Amor da Pátria, na ilha do Faial, o Presidente Luís Garcia reconheceu que proteger trinta por cento do mar dos Açores “é um objetivo ambicioso”, sublinhando que apesar de ser “prioritário” não pode deixar de “garantir também o rendimento e a dignidade de quem vive do mar”.

“Isso obrigará com toda a certeza à utilização de fundos compensatórios”, afirmou, acrescentando que essa utilização não pode ser considerada “um gasto, mas antes um investimento nas pessoas e na recuperação dos stocks piscícolas, fundamentais para o futuro de todos nós”.

Na sua intervenção, o Presidente do Parlamento açoriano chamou ainda a atenção para o facto da sustentabilidade ter de ser “transversal aos seus três pilares fundamentais: a economia, a dinâmica social e o ambiente”, destacando a necessidade de “cuidar bem da gestão política” das três dimensões” para se conseguir “chegar aos resultados equilibrados”.

Abordando as três componentes que considera fundamentais para “o sucesso de uma política para o mar”, o Presidente da Assembleia Legislativa sublinhou “a formação, a investigação científica e a captação de jovens”, defendendo ser “absolutamente necessário promover a formação para as profissões do mar, seja para as já existentes, onde se incluem as relacionadas com as pescas, seja para as profissões emergentes, fruto do desenvolvimento energético ou tecnológico, entre outros”. “Só com gente qualificada podemos ter uma gestão sustentável e rigorosa do mar. E, neste domínio, o papel da Escola do Mar dos Açores é insubstituível”, afirmou.

Para o Presidente da ALRAA, a aposta no mar “tem de estar alicerçada no conhecimento
científico”, por isso defendeu ainda a necessidade de “fortalecer os recursos humanos e os
meios de que dispomos para esta tarefa, desde logo no Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, ou no Okeanos”.

“Não podemos ficar satisfeitos apenas com a participação dos nossos investigadores nas
missões científicas internacionais e nacionais que ocorrem no nosso mar, para efeitos de recolha de dados. Queremos e temos o direito a conhecer e gerir esses mesmos dados”, afirmou o Presidente Luís Garcia, lembrando que essa é uma das muitas razões pelas quais a Região luta tanto com o Estado português para “termos uma participação mais ativa na gestão do mar que nos rodeia”.

Ao encerrar a sessão, o Presidente do Parlamento açoriano elogiou ainda o regresso da Semana das Pescas, um certame que, no seu entender, “muito contribui para o desenvolvimento sustentável das pescas nos Açores e na Macaronésia, pois tem a enorme vantagem de promover com eficácia uma ligação entre investigação, empresas, profissionais de pescas e governantes”.

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