Início Artigos de opinião Fernando Guerra PRIORIDADES DA OPOSIÇÃO NUMA CONJUNTURA DIFICIL?

PRIORIDADES DA OPOSIÇÃO NUMA CONJUNTURA DIFICIL?

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 O PEC, programa de estabilidade e crescimento, tem como principal objectivo definir uma estratégia que seja clara e credível, ao mesmo tempo, indo ao encontro de uma redução do défice e correcção do crescimento da dívida portuguesa até 2013, incidindo essencialmente na contenção da despesa. E é sem hipocrisia que digo ser isto um mal necessário.

Ao apresentar o PEC na Assembleia da República, depois de aprovado o Orçamento de Estado para 2010, o Governo cumpriu o calendário que tinha anunciado claramente e com o qual se apresentou aberto ao diálogo com os partidos políticos representados no parlamento, conforme tem sucedido.

Em 2010 importa iniciar a redução deste défice, desde já excessivo, pois torna-se indispensável a subsistência de apoios à economia e ao emprego.

Sendo este um momento de reforçar o diálogo e a concentração de esforços naquilo que é mais necessário – a recuperação económica, para minimizar o flagelo do desemprego – não deixa de ser curioso que o PSD e outros partidos na oposição, façam do caso PT/TVI, assunto diário e prioritário da sua agenda politica, esquecendo o que realmente é importante e necessário: trabalhar para recuperar o país, reafirmando sucessivamente o que para muitos não é mais que uma tentativa de “ganhar posição politica na secretaria”, quando não se consegue “ganhar no terreno de jogo”, ou seja, na apresentação de projectos, ideias, soluções, incentivos e propostas positivas a todos os empresários e portugueses. Por outro lado não deixa de ser curioso que o PSD apenas ande concentrado em implementar e discutir a lei da rolha, tendo perdido uma oportunidade de apresentar propostas e conteúdos em sede própria – congresso realizado recentemente – primeiro votando e depois desdizendo o que todos viram, quando permanentemente se afirma que existe falta de liberdade de expressão… E é esta a oposição que temos infelizmente!

Por outro lado temos assistido ao posicionamento de vários órgãos de comunicação a fazerem o papel para o qual a sociedade não lhes reservou lugar, ou seja, a ingerência intencional na politica e numa informação com tendência politica.

Não temos dúvidas de que a Comunicação Social é um dos pilares da democracia portuguesa e tem sido fundamental a sua acção em muitos casos não só na divulgação como na correcta apresentação de factos e realidades. Mas neste caso é necessário entender quem são os donos dos diferentes jornais, das rádios e televisões, quem realmente poderá ter interesses em que as coisas se passem conforme alguns querem fazer crer.

Tudo me leva a pensar que muitos são os interesses por detrás de toda esta campanha difamatória… Levar o primeiro-ministro a uma comissão de inquérito, não é mais do que uma tentativa de aproveitamento político para o diminuir ou liquidar.

Se este país vier a julgar o primeiro-ministro na praça pública, sem qualquer prova para o fazer ou por algo que ele não cometeu, então ninguém está a salvo de lhe acontecer o mesmo no futuro

É inadmissível o que se está a fazer na Assembleia da Republica, transformando a política num espectáculo mediático em que grande parte dos intervenientes da Comissão de Ética, nem preparados estavam para a função a desempenhar.

Claro que não estou de acordo com algumas das linhas que serão implementadas pelo actual Governo e que foram anunciadas, nomeadamente com algumas das privatizações.

Quero com isto dizer que é fundamental que tenhamos uma oposição forte, organizada e capaz de agir nos momentos problemáticos, pondo os interesses do país à frente dos interesses partidários, distanciando-se de interesses obscuros e da tentativa de espalhar pessimismo em toda a sociedade portuguesa. 

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