“Gosto do que faço e faço com gosto. Às vezes nem tenho tempo para estar com a minha família”. É desta forma que Hugo Miguel da Silva, de 34 anos, expressa a sua paixão pela lavoura e pelos seus animais. Uma profissão que ocupa grande parte da sua vida.
Foi na freguesia de Pedro Miguel que cresceu e vive desde que nasceu. A sua história segue uma tradição familiar. Os avós e os seus pais sempre estiveram ligados à produção agrícola. Desde pequeno acompanhava o avô na exploração de leite e sem dar conta foi desenvolvendo o gosto por esta área até que acabou por se tornar lavrador.
Ao Tribuna das Ilhas admitiu que não gostava de estudar, mesmo assim seguiu os conselhos da mãe. Após concluir o 9.º ano foi tirar o curso de Técnico de Produção Agrária, na Ilha Terceira, que lhe deu equivalência ao 12.º ano. Em 2015, regressou ao Faial decidido a criar sua própria exploração. Adquiriu alguns dos animais do pai e foi investindo na melhoria genética do seu gado. Com cerca de 100 cabeças de gado, a sua atividade foca-se principalmente na qualidade do leite que produz.
O lavrador reconhece que esta não é uma profissão fácil. Entre as longas horas de trabalho, as preocupações com os animais, a sustentabilidade da exploração e o sustento da sua família, lamenta também a falta de reconhecimento e valorização do setor.
Nesta rubrica dedicada às profissões damos a conhecer o trabalho e a rotina deste jovem lavrador, que exerce a sua atividade há 10 anos.
Este conteúdo é Exclusivo para Assinantes
Por favor Entre para Desbloquear os conteúdos Premium ou Faça a Sua Assinatura














