“As minhas mãos são a minha ferramenta principal de trabalho.” É assim que Lúcia Matos, fisioterapeuta no Hospital da Horta (HH) há 32 anos, resume a essência da sua profissão.
Nascida na Matriz, cedo decidiu seguir uma carreira na área da saúde e na sua adolescência, ambicionava ser médica. Quando terminou o secundário candidatou-se à universidade, mas, por décimas, não entrou em medicina.
Farmácia foi a opção, mas logo percebeu que não sentia “química” pelo curso. Queria algo que implicasse contacto com as pessoas e não se via fechada num laboratório ou sentada a uma secretária. Tentou transferência para Medicina, mas no final do primeiro ano, e já no Faial, disse aos pais que não voltava.
Sem saber o que fazer e decidida a ganhar o seu próprio dinheiro foi dar aulas. Foi nessa fase que teve os primeiros contactos com a fisioterapia. Já com algumas poupanças e as ideias mais assentes, três anos depois voltou ao continente, desta vez à cidade do Porto para frequentar o curso de fisioterapia.
Hoje, olhando para trás, não tem dúvidas de que tomou a decisão certa admitiu ao Tribuna das Ilhas, a fisioterapeuta no âmbito da rubrica profissões.
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