Proposta do BE para melhorar o apoio a idosos para a compra de medicamentos foi rejeitada

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O Bloco de Esquerda deixa críticas ao atual funcionamento do complemento para a aquisição de medicamentos para idosos – COMPAMID – porque obriga os beneficiários não só a adiantar o valor total da compra de medicamentos nas farmácias, mas também a um processo burocrático para receber o reembolso. A proposta do BE que pretendia simplficar este processo, em benefício dos idosos, foi hoje chumbada no parlamento.

O Bloco de Esquerda pretendia simplificar o processo de atribuição deste apoio através da substituição da atual caderneta por um cartão eletrónico que permitiria não só acabar com o adiantamento de dinheiro por parte dos beneficiários, mas também com a necessidade de entrega de documentos na Segurança Social.

O objetivo do BE era “pura e simplesmente dispensar os beneficiários de qualquer pagamento antecipado”. Uma pretensão que ainda faz mais sentido nos tempos que correm em que os constrangimentos nos orçamentos familiares são maiores: “Se antes desta pandemia já era difícil, para os benificiários, adiantar o dinheiro para a aquisição dos medicamentos, agora ainda mais difícil será”, alertou o deputado Paulo Mendes.

Recorde-se que em anos anteriores, registaram-se atrasos de vários meses no reembolso do COMPAMID aos beneficiários – situação que o BE denunciou no parlamento por diversas vezes, pressionando o Governo para que os pagamentos em atraso fossem regularizados.

“Dispensando o adiantamento do pagamento ao balcão das farmácias, obviamente que não se verificarão mais atrasos no pagamento do COMPAMID”, explicou o deputado do Bloco de Esquerda.

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