Protesto pede “carreira justa” para técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica dos Açores

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Cerca de 40 técnicos superiores das áreas de diagnóstico e terapêutica manifestaram-se hoje em frente da Assembleia dos Açores, na Horta, protestando contra a “falta de vontade política” do Governo Regional para rever e descongelar as carreiras.

Os técnicos superiores das áreas de diagnóstico e terapêutica (TSDT) protestaram por uma “carreira justa” e por um tratamento semelhante aos colegas da Madeira e do Continente.

Na manifestação esteve presente o vice-presidente do Sindicato dos Técnicos Superiores de Saúde (STSS), Fernando Zorro, que destacou a “falta de vontade política” do Governo Regional para encetar negociações sobre a carreira destes profissionais.

“O Governo Regional, na teoria, está disposto a negociar, mas na prática não negoceia”, afirmou o sindicalista à agência Lusa.

Fernando Zorro destacou que na região existiu um “cuidado especial” em relação a algumas carreiras, como o caso dos professores, mas que em relação às dos TSDT o executivo liderado pelo socialista Vasco Cordeiro “não mostrou a mínima sensibilidade para perceber as injustiças tão gravosas”.

“Quem entrou no dia 01 de julho a trabalhar aqui na Região Autónoma dos Açores vai ganhar o mesmo e vai ter as mesmas condições do quem está há 20 anos na profissão. Em lado nenhum isso acontece”, exemplificou.

O sindicalista referiu que na Madeira e no continente o descongelamento contemplou 1,5 pontos, reivindicação que querem ver estendida aos Açores.

“Outra questão gravosa é que temos uma carreira com três categorias, em que a categoria topo nem sequer está preenchida e cerca dos 97% dos profissionais, quer nos Açores, quer no continente, estão na base da carreira”, acrescentou.

Segundo Fernando Zorro, o STSS manifestou ao Governo açoriano “margem para negociar com toda a tranquilidade”, tal “como foi feito na Madeira”, “sem tumultos sociais”.

O sindicalista referiu que existiram algumas reuniões com a secretária da Saúde, Teresa Luciano, mas que se “traduziram numa mão cheia de nada”.

Zorro avançou que o Governo Regional já marcou uma reunião com aquele sindicato para 31 julho, por videoconferência: “Curiosamente não percebemos porque é que esta reunião não surgiu antes para tentarmos resolver o problema desses profissionais”, declarou.

Os protestos decorrem no Faial, em São Miguel, na Terceira, em São Jorge e em Santa Maria, e são acompanhados por uma greve daqueles profissionais, que ronda os “100% de adesão”, segundo o sindicato.

Nos Açores estão “a trabalhar na função pública cerca de 380 profissionais” técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, que estão atualmente “em oito” das nove ilhas do arquipélago, de acordo com a mesma fonte.

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