PS alerta para problemas no transporte de mercadorias no Pico e inexistência de incentivos ao investimento

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Mário Tomé chamou a atenção para os problemas de escoamento de pescado por via aérea na ilha do Pico e para as dificuldades que os empresários atravessam, fruto da inexistência de um sistema de incentivos.

O deputado socialista falava à saída de uma reunião com a Direção da Associação Comercial e Industrial da Ilha do Pico (ACIP).

Mário Tomé salientou que a aeronave recentemente alugada pela SATA apresenta “muitas limitações no transporte de cargas, concretamente peixe e lapas”, que “seguiam sem problemas para São Miguel no Dash Q-400, para depois serem exportados para o Canadá e os Estados Unidos”.

“O que não consigo compreender é como é que o Governo Regional não teve em conta o potencial da ilha do Pico, do ponto de vista do seu escoamento e exportações”, realçou Mário Tomé, revelando que “já muitos apanhadores de lapas cessaram atividade, porque tiveram uma quebra de rendimentos bastante acentuada, por não conseguirem colocar o seu produto em São Miguel”.

Outra questão salientada pelo deputado do PS, eleito pela ilha do Pico, foi a das “avarias dos aviões”, que na prática se traduz na “paragem total do escoamento de mercadorias, sem que o Governo nada faça”.

“Isso não pode acontecer, o Governo existe para encontrar alternativas e seria isso que o PS faria, se fosse governo”, assegurou Mário Tomé.

Nesta reunião foram ainda abordadas outras questões que afligem os empresários, como o aumento dos preços de produção, o aumento dos equipamentos usados em obra, que obrigam a revisões de preços em alta por parte dos empreiteiros, a falta de mão de obra e a falta de viaturas existentes para aluguer, em plena época de verão.

O parlamentar socialista chamou também a atenção para a “inexistência de um sistema de incentivos ao investimento”, após o Governo Regional ter decidido “fechar o Competir+ no passado dia 31 de dezembro de 2021, sem ter criado nenhuma alternativa”.

“Os empresários do Pico – e de todos os Açores – precisam de voltar a investir. Repare: não foi por acaso que, há cerca de 5 anos, os empresários do Pico foram aqueles que mais recorreram ao Competir+, envolvendo valores superiores a 50 milhões de euros, que transformaram a ilha do Pico, que potenciaram emprego e que desenvolveram esta ilha”, recordou.

Para Mário Tomé, o Governo de Bolieiro “não pode continuar a assobiar para o lado” e “deixar os empresários completamente fora de decisões que são extremamente importantes, especialmente nesta conjuntura de inflação galopante”.

“Era importante que o Governo Regional aprovasse as candidaturas ao Competir+ que se encontravam pendentes desde o ano passado. Era fundamental que abrisse um sistema de incentivos ao investimento, porque continuamos a receber inúmeras reclamações dos empresários, que precisam de fazer investimentos, mas que estão condicionados por essa falha do Governo. É importante andar com o Pico para a frente e não deixar ninguém para trás”, finalizou o deputado do PS eleito pela ilha do Pico, Mário Tomé.