PS considera que proposta do PSD para Fábrica da Lagoa prejudica a viabilidade da SINAGA

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Durante o debate sobre o projeto de resolução do PSD/A para a antiga Fábrica do Álcool da Lagoa, propriedade da Sinaga, o deputado Carlos Silva criticou a incoerência e falta de rigor na gestão dos dinheiros públicos, citando o que disse António Viveiros durante a Comissão: “Para o PSD a amortização de 3 milhões de euros na divida e o encaixe de 600 mil euros nos 3 anos era pouco importante”.

O Grupo Parlamentar do PS Açores chumbou a proposta dos social-democratas e realçou as várias incoerências: “O projeto de resolução tem como único objetivo impedir a venda das instalações, inviabilizando assim a arrecadação de receitas para a SINAGA e, consequentemente, complicar e condicionar todo o processo de recuperação financeira da empresa”.

Carlos Silva considerou que os motivos que originaram o projeto de resolução ficaram completamente esvaziados, não só porque “a Câmara Municipal da Lagoa já tinha iniciado o processo de classificação dos elementos com maior valor arquitetónico e cultural, como é do conhecimento público”, mas também porque a “proposta tinha como objetivo a transferência da responsabilidade para a autarquia da Lagoa, a qual como se sabe não é proprietária do imóvel, nem manifestou capacidade financeira para o adquirir à SINAGA”.

O deputado do PS Açores defendeu também que se fosse aprovado, o projeto colocaria graves constrangimentos financeiros e de tesouraria à gestão da SINAGA e poderia exigir do acionista, ou seja, aos açorianos, um esforço financeiro adicional para capitalizar a SINAGA.

Em suma, com o chumbo do projeto de resolução fica assim acautelado o interesse municipal na preservação do património arquitetónico e cultural, mas também a boa gestão dos recursos financeiros da SINAGA.