PSD Açores diz que Plano e Orçamento “não tem credibilidade”

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O PSD/Açores reforçou   a opção de votar contra o Plano e Orçamento da Região para 2016, frisando não querer ficar associado “à ilusão do irrealizável e aos insucessos que continuam a penalizar as famílias e as empresas. Demos dois anos de benefício da dúvida, abstendo-nos em 2013 e em 2014, e votámos contra em 2015, como faremos agora, pois mantém-se um rumo que não reconduziu os Açores ao progresso”, disse o presidente do grupo parlamentar, António Marinho.

O social democrata referiu que, “este último dos quatro anos que serão julgados em 2016, poderia ser uma última oportunidade para cumprir expectativas. Mas o que é proposto é a confirmação da incapacidade que o governo tem revelado para fazê-lo”.

Segundo António Marinho, “os açorianos assistem à falta de estratégia e de políticas consequentes, que recoloquem os Açores em condições de enfrentar o futuro. E que dêem condições de exercício de atividade às empresas, os verdadeiros motores de criação de riqueza e emprego, proporcionando qualidade de vida às pessoas que vivem nestas nove ilhas”, adiantou.

António Marinho referiu que o PSD/Açores vai, ao longo destes dias, “lembrar o muito que foi prometido e nunca cumprido. E que mais uma vez tende a não ser objeto de concretização neste ano que resta ao governo para dar uma prova de vida”.

António Marinho acusou mesmo o governo “de fugir à denúncia dos problemas. Não por vergonha, mas sim para que, pelo desconhecimento, seja assegurada a sua perpetuação no poder”, considera.

“E esta última oportunidade do governo não altera, definitivamente, o rumo que os Açores seguiram nos últimos anos, que levou a que o RSI atinja a maior percentagem a nível nacional, quase quatro vezes mais a média do país. O rumo que levou mais de 70% das famílias açorianas a sobreviverem com menos de 530 euros mensais, levou o abandono escolar precoce a atingir máximos nacionais, conduziu à insegurança na saúde, e que nos levou a níveis de desemprego elevados, designadamente na população jovem”.

“O Governo Regional, uma vez mais, não ouviu os açorianos e deixou-os à sua sorte. Pelo que, da nossa parte, só podemos votar contra, e apresentar propostas pontuais para minimizar alguns danos na vida das famílias e das empresas”, concluiu António Marinho.

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