PSD/Faial acusa SATA de não dar resposta às necessidades do Faial

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Numa declaração realizada na tarde da passada sexta-feira, dia 21 de julho, no Largo do Infante, em frente à loja da SATA no Faial, os deputados do PSD Carlos Ferreira e Luís Garcia, acusaram a “companhia aérea regional, que tem o monopólio das ligações aéreas com o Faial” de não ser “capaz de dar resposta às necessidades da ilha, dos faialenses e de quem nos quer visitar”.

Nesta ação Carlos Ferreira apontou a “necessidade do reforço de lugares nas ligações aéreas inter ilhas com o Faial, nomeadamente na rota Ponta Delgada/Horta” e destacou “a necessidade de promoção da rota direta Lisboa/Horta por parte da SATA” através da aplicação de “tarifas aéreas mais baixas e minimamente aceitáveis”.
A este respeito o deputado faialense eleito pelo PSD, defendeu que “este é mais um ano em que o desenvolvimento do Faial se vê estrangulado pela política de transportes aéreos do Governo Regional e da SATA que claramente dificulta a chegada das pessoas a esta ilha e também a sua saída”.
Para comprovar esta situação, o deputado denuncia que “a partir de segunda feira dia 24 e durante 20 dias seguidos, até ao dia 12 de agosto, uma família composta por quatro elementos dois adultos e duas crianças não consegue viajar de São Miguel para o Faial por inexistência de lugares”, revelou.
“Estamos perante uma situação em que a vontade dos passageiros que nos querem visitar é manipulada artificialmente através da política de preços praticada pela SATA, chegando a ser o dobro do preço uma viagem direta Lisboa/Horta, face aquela que é uma viagem com escala numa das outras portas de entrada nos Açores”, afirmou o deputado social democrata, reforçando que “mesmo sendo as pessoas encaminhadas para uma dessas ilhas através de um voo com escala depois não conseguem viajar para a Horta, porque, como referi, durante 20 dias seguidos não há lugares para uma família na ligação Ponta Delgada/Horta”.
O deputado registou que o “Faial tem capacidade de alojamento para oferecer, tem camas disponíveis e quem investiu as suas poupanças ou recorreu a crédito para empreender correspondendo até aquele que tem sido o desafio lançado pela Região de empreendedores, necessita agora que as pessoas possam chegar ao Faial de forma a rentabilizarem os seus negócios e também cumprir as suas obrigações financeiras e familiares”. “Isso está obviamente a ser condicionado pela dificuldade que as pessoas têm para chegar à ilha do Faial”, salientou Carlos Ferreira.
Na sequência desta declaração, os deputados adiantaram, que apresentaram na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores um requerimento ao Governo Regional para prestar explicações sobre estas situações. 
No requerimento os deputados questionam o Governo “se está disponível para no imediato, reforçar o número de lugares nas ligações aéreas inter ilhas, nomeadamente na rota Ponta Delgada/Horta” e também sobre que “medidas tenciona tomar para que a promoção da rota direta Lisboa/Horta seja efetivamente concretizada pela SATA”.
No documento, Carlos Ferreira e Luís Garcia, recomendam ainda que “nas futuras operações da SATA o planeamento seja feito com a devida antecedência e com a devida atenção às necessidades da ilha para que esta situação não volte a acontecer”. 

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