Em 1980, durante as “comemorações” dos 400 anos da morte de Camões, lembrou-se a Câmara da Horta de assinalar a efeméride baptizando com o nome do poeta a rotunda existente no final da avenida marginal, que foi assim elevada ao título de praceta. Se não faz qualquer sentido chamar praceta a uma rotunda, e é no mínimo questionável fazer uma homenagem nomeando uma dita (mesmo que se finja que se transfigurou, por artes autárquicas, numa praça), mais estranho é ainda o caso, dado a mesma câmara ter, meses antes, nomeado uma rua com o mesmo nome. Estando já Camões evocado na cidade porquê a nova nomeação? Talvez a necessidade de justificar mais uma cerimónia pública para descerrar mais uma placa?
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