Reflexões – Crónicas Arqueologia nos Açores (e no Faial)

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Foi apresentado na semana passada no Faial o livro Arqueologia nos Açores, da autoria de José Luís Neto. Esta obra regista o percurso da Arqueologia no arquipélago, desde os primeiros achados, no século XVIII, e dos primeiros estudos sistemáticos, na década de 1960, até hoje.
Este texto não pretende ser uma recensão do livro, tão-só uma chamada de atenção para a sua importância e para algumas questões que são do interesse dos faialenses (não dispensando a sua leitura, que recomendo).
Sobre o caso açoriano, apesar do trabalho muito meritório levado a cabo pela Direcção Regional da Cultura nos últimos anos, sobretudo na Carta Arqueológica dos Açores, o autor reconhece que falta fazer o trabalho junto da comunidade: “Os conhecimentos, gerados pela investigação e pelas obrigações legislativas resultaram em pouca divulgação. (…) A arqueologia, se encarada como fator de desenvolvimento cultural de uma determinada comunidade deve, não só contribuir para o conhecimento da mesma, mas também, ser um dos ligantes relevantes de identidade.” (p. 14) Um dos principais problemas, desta como de outras áreas, é que os recursos são escassos e a maior parte do trabalho é feito “de emergência”, não restando muito espaço para o trabalho de divulga-ção necessário para que este património possa ser utilizado enquanto mais-valia para a comunidade. Como nos diz mais adiante, a respeito de Angra: “A arqueologia urbana é, numa percentagem esmagadora, uma arqueologia de reação, de carácter de emergência, que procura minorar os impactos de obras / remodelações urbanas.” (p. 44)

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