Reflexões Crónicas – Perdido no Faial em 1585

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Desde cedo o Faial é ponto de passagem, obrigatório ou pontual, para quem cruza o Atlântico. Mas esta centralidade tem custos, pois quanto mais a ilha fosse necessária para o apoio à navegação, mais apetecível se tornaria como alvo de corso e pirataria. As últimas duas décadas do século XVI foram particularmente difíceis, com uma sucessão de eventos derivados da conjuntura nacional, da qual, pode dizer-se em certa medida, a ilha foi vítima. Em 1583, após a Batalha da Baía das Mós (na Terceira), o Faial foi o último reduto da resistência portuguesa contra a dinastia filipina, resistência essa que resultou num ataque castelhano à vila e numa batalha em que morreu uma centena de faialenses. Estabelecido o domínio espanhol e recomposta a sociedade, seguir-se-iam, em 1589 e 1597, os ataques dos ingleses Cumberland e Essex/Raleigh, sequestrando a vila em troca de um resgate e pilhando a ilha, no segundo caso deixando um rasto de destruição tal que nem poupou as igrejas. Embora haja pouquíssima informação sobre este período em geral, estes episódios em particular estão bem documentados, em fontes portuguesas, inglesas e espanholas, além de terem deixado marcas duradouras na memória local.

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