Reiterando, com uns rasgos de imodéstia, falemos de Um livro memorável

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Ricardo Madruga da Costa
DR/TI

Recusando assomos de modéstia quanto à exposição que aqui trazemos, que seguramente se mostraria inconveniente relativamente à desejada clareza quanto ao que se deseja tratar, começamos por manifestar a ideia que nestas ilhas dos Açores é muito provável que a existência de conhecedores da história da actividade baleeira americana, em especial no que diz respeito ao envolvimento dos Açores e dos açorianos, se situe aquém dos dedos das duas mãos. Não estou a falar de curiosos; refiro-me a conhecedores de sólida formação cujo saber resulta da investigação e do estudo das fontes e da extensa bibliografia sobre o tema. E se cingirmos a contagem ao mais restrito número dos que, ainda vivos e circulando por aí, frequentaram, sem pressas, os arquivos da New Bedford Whaling Museum Research Library, uma mãozinha talvez bastará. Para ser generoso. Continuando e permanecendo alheio à citada modéstia, o autor destas linhas reclama o estatuto dos que cabem na tal contabilidade generosa dos cinco dedos de uma mão. Tudo isto vem a propósito porque num recente e muito breve post publicado no Facebook de 28 de Dezembro, a que demos o título de Um Livro memorável, divulgámos a inclusão na lista dos melhores livros editados em 2021 no Observador, da obra de Donald Warrin, Assim acaba este dia. Os portugueses na baleação americana. 1765-1927. Mas alguém, de forma algo agastada, terá colocado a interrogação sobre quem é que este fulano se julga para “dar sentenças” sobre o assunto e, em particular, sobre este livro de Donald Warrin!?”. E o comentário que adicionei ao dito atrevimento, ainda acrescentava que era “um pesar que nos Açores não se disponha de estrutura capaz de promover este livro e, em particular a sua divulgação nas escolas e estabelecimentos de ensino. Um pesar e um enorme desleixo”. Com estas sentenças o tal “alguém” terá ficado ainda mais irado! Mas outra vez, num assumido exercício de total ausência de modéstia, e desta feita sem recorrer à contagem anatómica a que acima procedi, vou “explicar mais explicadinho”.

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