Rentrée

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1. Agosto já passou, e com ele o período de férias para a maioria dos portugueses na chamada silly season os temas do dia-a-dia foram praticamente os mesmos, exceção feita à novela de um tresloucado ex-presidente de um clube de futebol, que felizmente parece que já não tem o tempo de antena que, de uma maneira absurda, lhe era facultado.
Tivemos os habituais incêndios de verão, mas 2018 é dos anos com menor área ardida em Portugal, com menos danos e sem vítimas mortais a lamentar. Tivemos também o Presidente da República a banhos, seguido por câmaras de TV e muitos telemóveis à procura das “marselfies”, os prognósticos sobre o próximo de Orçamento de Estado, bem como as contratações e saídas dos clubes de futebol.
2. No Faial a conversa de sempre sobre a Semana do Mar, que ano após ano termina com nota positiva, refrescada este ano pela novidade dos copos reutilizáveis, que inicialmente levantaram algumas dúvidas, mas que terminou com a aceitação e aclamação pela larga maioria dos faialenses. Associado também a um novo figurino para a Semana a Mar, teve início a 1ª unidade de execução da Frente Mar (abrangendo o Largo do Infante, Largo da Igreja das Angústias e o parque de estacionamento coberto na rua de São João com 140 lugares). Orçada em 1,4 milhões de euros e com prazo de execução de 300 dias, a primeira, de um total de 4 fases da requalificação da frente mar, é sem dúvida uma das maiores obras de sempre da autarquia Faialense, prevendo-se um investimento total a rondar os 10 milhões de euros. Uma das próximas unidades de execução é a intervenção na denominada Praça do Mar, que irá culminar na já definida passagem do palco principal para a Marina. Como referiu o Presidente da Câmara, é uma “obra que vai marcar a ilha do Faial e a cidade da Horta para o futuro”(…) “um projecto que vai de facto virar cada vez mais a nossa cidade ao mar e abrir a Marina à cidade”.
3. A SATA mantem as falhas e os constrangimentos que ultimamente se vinham a manifestar, acentuados pela procura do pico de verão, uma situação que infelizmente é geral, afetando várias ilhas e os voos para o Continente, inter-ilhas e para a América do Norte. Se a desculpa das condições meteorológicas ainda era aceitável, os cancelamentos sucessivos por “falta de tripulação técnica” para o Faial, em plena época alta, é demonstrativo da crise vivenciada e da incapacidade de adaptação a este novo ciclo no transporte aéreo e no turismo dos Açores, acentuado pelo valor recorde de prejuízo da empresa no ano de 2017. Uma tarefa dantesca aguarda o novo conselho de administração da companhia aérea e o benefício da dúvida será com certeza muito curto.
4. Os partidos políticos iniciaram os “sound bites” para o próximo Orçamento. Cada um com a sua opinião e com as suas ideias, mas os números recentemente tornados públicos permitem ter uma visão mais abrangente e clara. A economia cresce, o défice é o mais baixo da nossa democracia, o rendimento das famílias cresceu 4,7%, o salário mínimo aumentou 15% e a taxa de desemprego continua a descer, situando-se nos 6,8%, o que corresponde ao nível mais reduzido desde Setembro de 2002. Aumentou-se o investimento no setor da Saúde, traduzido em mais 7900 profissionais colocados no SNS, em relação a 2015 e em três anos reduziram-se de 15 para 7% os portugueses sem médico de família e concretizaram-se muitas mais cirurgias e consultas. Pelo que vemos nos noticiários é certo que estamos ainda longe do que é desejado, mas consideravelmente melhor do que no passado recente e na direção certa.
Em face do que é conhecido, bem como dos estudos de opinião efetuados, a questão nas legislativas de 2019 é se temos um Governo PS com maioria absoluta ou coligado com outro(s) partidos. Já o maior partido da oposição, parece continuar mais preocupado com lutas internas.

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