Requalificação do maior entreposto frigorífico da Região, na Madalena, vai custar cerca de seis milhões de euros

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O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia destacou hoje a importância da reabilitação e requalificação do Entreposto Frigorífico da Madalena, “o maior da Região”, não só para os armadores da ilha do Pico, mas também “para a frota atuneira, que poderá utilizar esta infraestrutura para as descargas regulares de tunídeos, para os comerciantes de pescado e para a indústria conserveira regional”.

Gui Menezes falava na apresentação do projeto para a requalificação do Entreposto Frigorífico da Madalena, que corresponde a um investimento de cerca de seis milhões de euros.

A obra tem como data prevista para o seu arranque junho de 2021 e será realizada no âmbito do programa operacional Mar 2020.

Na sua intervenção, Gui Menezes referiu ainda que foi lançado segunda-feira o novo concurso para a obra de requalificação e modernização do Entreposto Frigorífico das Lajes das Flores, com o preço base de 610 mil euros.

O reforço e modernização da rede de frio pretende “assegurar que o pescado dos Açores, que é reconhecidamente de elevada qualidade, é conservado em excelentes condições, aumentando a cadeia de valor em toda esta fileira”, frisou.

No que respeita à valorização do pescado, o Secretário Regional reiterou que a fileira do atum “tem margem para crescer, sobretudo através da valorização do rabilho, espécie para a qual, pela primeira vez, os Açores tiveram quota, mas também do patudo”.

“Sempre foi nossa ambição, e considerando o historial de capturas de atum patudo e voador, podermos pescar grande parte da quota nacional para estas espécies”, afirmou.

Neste sentido, Gui Menezes salientou que as reivindicações do Governo dos Açores junto do Governo da República “deverão ser atendidas em breve”, no sentido de as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira passarem a deter 90% do total da quota nacional para estas espécies.

“Esta é uma notícia bastante positiva para os Açores e para a Madeira”, disse, acrescentando que “será mais uma oportunidade” que deve ser aproveitada para “criar mais rendimento com estas espécies e com uma gestão mais próxima destes recursos”.

O Secretário Regional adiantou ainda que o atum descarregado nos Açores desde o início do ano representou 5,6 milhões de euros, “mais 1,5 milhões de euros do que no período homólogo do ano passado”.

“Temos de ser capazes de mudar paradigmas”, disse Gui Menezes, defendendo que, “se queremos pensar no futuro da pesca, temos de estar abertos a implementar novas medidas de gestão”.

“O nosso lema tem sido ‘pescar menos, valorizar mais’, o que só é possível através de medidas de gestão adaptativas e dinâmica e em parceria com o setor”, sublinhou.

O Secretário Regional frisou que a “postura” do Governo dos Açores tem sido “uma política de diálogo com os parceiros do setor, na procura de soluções que mitiguem as dificuldades sentidas pelos profissionais da pesca, seguindo uma estratégia que privilegia a qualidade e não a quantidade do pescado”.

A obra de requalificação do Entreposto Frigorífico da Madalena prevê a reparação geral de toda a estrutura exterior envolvente, incluindo as oficinas e garagens de apoio, bem como a reformulação na entrada e saída de pescado fresco e congelado, com a expedição a ser realizada em zona climatizada.

Serão realizados trabalhos em todas as redes técnicas, bem como em toda a rede de frio, incluindo tubagens e isolamentos.

A instalação frigorífica centralizada a amoníaco terá, no que respeita a congelação, uma capacidade de 40 toneladas/dia em tanque de salmoura e de 20 toneladas/dia em túnel de congelação.

Relativamente ao armazenamento de congelados, estão previstas cinco câmaras com capacidade de 500 toneladas cada, uma câmara polivalente, com 120 toneladas de capacidade, e uma câmara refrigerados com 60 toneladas de capacidade.

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