Num comunicado enviado à comunicação social, esta semana, a empresa Portos dos Açores, considerou que a solução de retirar o cotovelo da doca comercial, “deixou de fazer sentido”, após a entrada em funcionamento do novo Terminal de Passageiros e do Cais de Cruzeiros da Horta, alegando que as “infraestruturas respondem às necessidades das operações marítimas de passageiros, nomeadamente, a dos navios de cruzeiro que habitualmente escalam a ilha do Faial”.
Esta intervenção constava do projeto inicial datado de novembro de 2007, em que estudo de reperfilamento do porto comercial previa a retirada da “inflexão” existente.
O comunicado surgiu na sequência das declarações do Presidente da Câmara do Comércio e Industria da Horta (CCIH), Carlos Morais após uma reunião com o Presidente da Portos dos Açores.
À saída do encontro o representante dos empresários afirmou que a CCIH iria “continuar a pugnar para que os barcos grandes também possam atracar na ilha do Faial e alimentar a nossa economia”.
De acordo com o comunicado, a empreitada de requalificação do Porto Comercial da Horta, lançada pela Portos dos Açores, S.A. “pretende garantir a melhoria das condições de operacionalidade e permanência de embarcações no saco do porto”, bem como “a melhoria das condições de estacionamento em terra também para embarcações, inclusive para a execução de pequenas reparações, e a melhoria das condições logísticas e de apoio às atividades comerciais portuárias”, lê-se.
Segundo a empresa “este investimento será complementado com a construção do Edifício de Apoio às Atividades Marítimo-Turísticas e com a construção do Núcleo de Pescas, obras que serão promovidas pelos departamentos regionais competentes em matéria de turismo e de pescas”, refere no comunicado.
A Portos dos Açores, entende que “a execução destas obras, a que se junta o novo Terminal Marítimo de Passageiros da Horta já construído, dotará o Porto da Horta das condições necessárias para responder à procura atual e previsível nos próximos anos” e irão permitir ainda “a separação das diversas valências do porto, destinando áreas específicas para cada uma delas, nomeadamente, transporte de mercadorias, transporte de passageiros, pescas e outras atividades comerciais”, reforça.














