Nasceu na freguesia e Vila do Corvo em 12 de Setembro de 1914, filha de Rosa Vitória Thomaz e de Manuel Lourenço Avelar. Usava também o nome de Rosa Santa Avelar. Tinha como irmãos o António, a Maria a Vitória, a Elvira, a Vitória, o Carlos, o Luís e a Inês. Também usava o nome de Rosa Santa Avelar.
Terá passado pela Instrução Primária, na escola da sua freguesia natal, onde deverá ter concluído esse ensino. Quando tinha cerca de vinte anos, seguiu para Lisboa, onde aderiu a uma instituição religiosa da Igreja Católica. Assim, em data que não pudemos precisar, entrou para a congregação religiosa intitulada S.N.S.F. – Servas de Nossa Senhora de Fátima, da Igreja Católica, onde esteve na chamada “Casa Mãe” em S. Mamede. Aí deve ter estudado e obtido adequada instrução que a levou aos mais elevados cargos dessa instituição religiosa.
Assim, depois de ter passado por várias dependências da Instituição, onde foi subindo na respectiva hierarquia, acabou por se fixar num estabelecimento da mesma congregação, na cidade de Lisboa. Mas esteve essencialmente na cidade de Santarém, no “Colégio Andaluz” da referida Instituição. Aí ascendeu à categoria de Madre-superior Geral da Congregação. Depois de adoecer voltou a Lisboa, ficando no estabelecimento da Ordem, em S. Mamede, onde veio a falecer em 20 de Junho de 1963, deixando uma grande saudade e a gratidão de todas as colegas que a conheceram. Tinha apenas 48 anos de idade.
Segundo julgamos saber face aos documentos produzidos pelas colegas e subalternas da Instituição, conjugados com informações que obtivemos da família, terá servido essencialmente na cidade de Santarém, onde deixou um vazio de saudade e de gratidão que muito sensibilizaram todos os que com ela conviveram.
Na Revista “A Serva”, de Junho de 1964, das “S. N. S. F – Servas de Nossa Senhora de Fátima” dedicaram-lhe 16 páginas de elogios e de histórias relativas à sua vida religiosa, “Um Ano Depois!…” do seu falecimento. Desse trabalho salientam-se os seguintes temas, uns mais desenvolvidos e outros menos: “O Testemunho de Muitas e o Sentir de Todas”, “Humildade”, “Vida Espiritual”, ”Sentido de Responsabilidade”, “Espírito de Mortificação e Renúncia”, “Espírito Religioso e de Serva”, “Vida Interior”, “Espírito”, “Sempre Responsável”, Pensa-mentos da Nossa Rev.ª Madre Geral de Saudosa Memória”, “Textos de Cartas” e “Frases Orais”. Pelos textos e fraseologia neles observada, quer nos parecer que esses temas foram escritos por várias colegas que, embora elogiando a vida e trabalho da Madre Superiora Geral Rosa Avelar, quiseram, humildemente, manter-se no anonimato. São extensos, e de certo modo indescritíveis, todos os elogios que aí lhe fazem. Dessa edição de Junho de 1964 foi remetido um exemplar a cada um dos irmãos, do qual possuímos fotocópia do enviado ao irmão Carlos que, como músico das filarmónicas do Corvo, tivemos o prazer de conhecer uns anos antes do seu falecimento, juntamente com sua mulher D. Maria de Lurdes.
Rosa Avelar era muito bondosa e extremamente dedicada à Instituição religiosa que abraçara.











