Saúde Escolar começa a ser implementada nos Centros de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil

0
25

O Secretário Regional da Saúde anunciou hoje, em Angra do Heroísmo, o arranque da implementação da Saúde Escolar nos Centros de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil da Região, concretizando-se assim mais uma das ações previstas na Estratégia Regional de Combate à Pobreza e Exclusão Social.

“Tal como nos comprometemos em outubro, e depois do sucesso que se tem revelado a Saúde Escolar no ensino regular e da extensão ao ensino profissional, queremos chegar também, no ano letivo de 2019/2020, a todos os Centros de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil e, nesse sentido, damos o primeiro passo formalizando um acordo com a Cáritas da Ilha Terceira para que a medida se concretize”, afirmou Rui Luís, que falava durante a visita ao Centro Juvenil da Cáritas da Ilha Terceira, durante a qual foi assinado um protocolo de cooperação entre a Secretaria Regional da Saúde e a instituição.

Rui Luís sublinhou que a Saúde Escolar é uma aposta ganha, com abrangência nas 175 escolas do ensino regular e 18 escolas profissionais, abrangendo um universo de 40 mil alunos.

“Trata-se de uma ferramenta crucial, que tem por missão promover uma melhor saúde às gerações mais novas, onde se incluem os menores em condições vulneráveis, sedimentando competências em áreas como a alimentação saudável, a prevenção do consumo de álcool, de tabaco e de substâncias ilícitas, a educação sexual e até a saúde mental”, apontou.

O programa de Saúde Escolar deverá chegar a 10 Centros de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil, estimando-se abranger cerca de 500 jovens.

Com este acordo, hoje assinado, é assegurada a partilha de práticas e de conhecimentos entre equipas técnicas no âmbito da intervenção com jovens em risco e a capacitação dos técnicos do Centro de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil da Cáritas da Ilha Terceira para a intervenção social e promoção da saúde”, salientou o Secretário Regional.

O acordo de cooperação prevê ainda a colaboração da Direção Regional de Prevenção e Combate às Dependências para ministrar formações de competências pessoais e sociais para técnicos que intervêm diretamente com públicos jovens em situação de maior vulnerabilidade social.

O titular da pasta da Saúde adiantou que a Cáritas da Ilha Terceira terá condições ainda para ser parceira do Governo na implementação do programa ‘Prevenir em Família e na Comunidade’.

O programa de competências parentais, que, num primeiro módulo, abrange crianças dos 7 aos 11 anos, é uma iniciativa pioneira no país, já referenciada como uma estratégia eficaz de prevenção do uso e abuso de drogas por parte da União Europeia.

O Secretário Regional adiantou que o dado novo desta ação é a existência de sessões em conjunto, onde são experimentadas todas as competências e todos os conteúdos no reforço que é dado à vinculação nas relações entre os membros da família.

“Depois de já ter sido implementado, em formato de projeto piloto, na Escola Básica e Integrada de Rabo de Peixe, abrangendo 20 famílias, estamos em condições de aplicar este mesmo modelo na ilha Terceira”, adiantou Rui Luís.

A medida consiste na adaptação à Região do Programa de Competências Familiares, adaptado para a realidade espanhola pela Universidade das Ilhas Baleares e para a realidade portuguesa pelo Centro Integrado de Apoio Familiar de Coimbra e pela Universidade de Coimbra, que visa fortalecer os fatores protetores na família e diminuir os fatores de risco.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO