“Se alguma coisa pode dar errado, ela dará” (Murphy)

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Lei de Murphy é um adágio ou epigrama da cultura ocidental que, normalmente, é citada como: “Qualquer coisa que possa ocorrer mal, ocorrerá mal, no pior momento possível”. Ela é, comumente, citada (ou abreviada) por: “Se algo pode dar errado, dará”.
Lei de Murphy, se é que podemos chamar de “lei”, é na verdade, uma série de ideias de cunho popular. Tudo se iniciou com Edward A. Murphy (o engenheiro aeroespacial norte-americano foi a primeira vítima conhecida, da sua própria lei), capitão da Força Aérea americana, que pretendia fazer uma experiência para testar a tolerância humana à aceleração, em 1949. Tal experiência consistia em medir o efeito das forças gravitacionais (desaceleração rápida em aeronaves) sobre os pilotos de jato instalando sensores eletrónicos, no cinto de segurança e um conjunto de 16 acelerômetros, colocados em várias partes do corpo de um piloto (cobaia). Para poder fazer a medição, construiu um equipamento que registava os batimentos cardíacos e a respiração dos pilotos. A máquina deveria apresentar os resultados do teste, contudo, todos os sensores que deveriam regista-los falharam, exatamente durante o teste, anulando a leitura de dados. Murphy foi chamado para consertar o equipamento, e descobriu que a instalação estava toda errada, constatou que, embora só existissem duas maneiras (uma certa e outra errada) de fazer a coisa, todos os 16 sensores, fixados no corpo do piloto de provas, foram colocados da maneira errada, frustrado, disse “Se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará”.
Daí, foi desenvolvida a assertiva: “Se existe mais de uma maneira de uma tarefa ser executada e alguma dessas maneiras resultar num desastre, certamente será a maneira escolhida por alguém para executá-la”.
Somente mais tarde, o teste obteve sucesso.
Durante uma conferência de imprensa, o major John Paul Stapp, que havia sido cobaia, no projeto no qual trabalhava Murphy, atribuiu ao fato de que ninguém saiu ferido dos testes por levarem em conta a Lei de Murphy e explicou as variáveis que integravam a assertiva, ante ao risco de erro e consequente catástrofe. Enunciou a lei que ganhou o mundo e passou a ser aplicada a um sem número de casos, tomando as mais variadas formas, desdobrando-se em princípios, corolários e axiomas os mais diversos. Um verdadeiro fenômeno de propagação de um conceito que confirma a frase: “Mais forte do que todos os exércitos do mundo é uma ideia cuja hora tenha chegado.” Victor Hugo, 1802-1885, escritor francês.
A ideia de Murphy espalhou-se por várias culturas técnicas até chegar à linguagem do dia-a-dia. Atualmente, existe uma série de leis de Murphy, sempre baseadas no princípio “Se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará no pior momento e de modo que cause o maior dano possível”.
A lei de Murphy não deve ser completamente desconsiderada e não é uma máxima sobre a “perversidade do Universo”. Não se trata da sensação de que o Universo “quer” que dê tudo errado, uma visão de mundo que pode ser interpretada tanto como negativismo puro e simples (a inevitável aplicação da terrível lei) quanto como um alerta para sempre se tomar todas as precauções possíveis ao trabalhar em algum projeto, justamente, porque permite aprender com os erros cometidos. É importante não subestimar o poder do que teima em dar errado. Quem quiser ter êxito numa empreitada qualquer, tem que ser obsessivo na precaução contra a Lei de Murphy.
“A brincar se dizem muitas verdades”.

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