Secretário Regional da Educação e Cultura afirma que o escritor João de Melo “agiganta” a Açorianidade

0
59

O Secretário Regional da Educação e Cultura afirmou hoje, em Lisboa, que a atribuição da Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura ao escritor João de Melo “agiganta” a Açorianidade.

Avelino Meneses, que falava na sessão de apresentação da obra ‘História da Arte nos Açores (cerca de 1427-2000’, salientou que, se, pelo lado da historiografia, os Açores estão mais enriquecidos com esta publicação com a chancela da Secretaria Regional da Educação e Cultura, pelo lado da literatura, a cultura açoriana “está à beira de mais uma semana grande” com a atribuição da distinção agora anunciada a João de Melo.

“Cultor de uma pluralidade de géneros, da poesia ao conto, ao romance e ao ensaio, muitos deles traduzidos em várias línguas, João de Melo agiganta a Açorianidade, libertando-a das grilhetas do isolamento nas asas da mundividência, integrando magistralmente o sítio no Universo”, frisou.

Por estas razões, Avelino Meneses considerou que o escritor açoriano “não cabe somente na designação de literato dos Açores”, ele é também, na literatura portuguesa, um “reconhecido especialista da escrita de inspiração colonial mais recente, claro que favorecido pelo apurado sentido crítico da sociedade e até da política”.

Relativamente à obra agora apresentada em Lisboa, depois de também já ter sido apresentada em Ponta Delgada e em Angra do Heroísmo, o Secretário Regional salientou que constitui “mais uma prova do progresso da historiografia insular”, que já possibilita a realização de “uma síntese capaz dos estudos artísticos, após um tempo longo de aprofundamento e de especialização”.

Esta obra permite, segundo Avelino Meneses, “uma súmula da história da arte nos Açores na integridade das suas disciplinas, isto é, da arquitetura à pintura, do urbanismo às artes decorativas”.

A ‘História da Arte nos Açores (cerca de 1427-2000)’, com cerca de 30 capítulos da responsabilidade de mais de duas dezenas de colaboradores, contou com a coordenação científica de Delfim Sardo, João Vieira Caldas e Vítor Serrão e vai ser igualmente apresentada na Horta.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO