“SECTOR AGRÍCOLA DEVE SER TRATADO POR ILHA E NÃO APENAS COMO UM TODO”, DIZ O CHEGA

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CHEGA

No primeiro dia da visita oficial do CHEGA à ilha das Flores, os deputados André Ventura e José Pacheco reuniram com a Associação Agrícola da Ilha das Flores, onde deixaram o compromisso de sempre defender a agricultura e os agricultores tanto na República como na Assembleia Regional dos Açores.

José Pacheco considera que é importante perceber que tanto no sector agrícola como das pescas, que “somos nove ilhas muito diferentes umas das outras e não podemos tratar o que é diferente, como sendo igual”.

Durante a reunião que o CHEGA manteve com o Presidente da Associação Agrícola da Ilha das Flores, foram transmitidas muitas das preocupações daquele organismo, tendo José Pacheco referido que é necessário olhar para a ilha das Flores na sua individualidade e não como um todo arquipelágico. “Tem que existir uma discriminação positiva para estas ilhas, como por exemplo no gasóleo agrícola, ou tantas outras questões, caso contrário transformamos as Flores, o Corvo e outras ilhas na ultra, ultraperiferia e não queremos isso”, advertiu o parlamentar, defendendo que tanto a Comunidade Europeia como os Governos da República e dos Açores “têm que aprender isto, sob pena de estarmos a empurrar estas ilhas para o despovoamento e a desertificação”.

“Tanto a agricultura como as pescas não podem ficar esquecidas e só pensarmos em turismo. Vivemos numa Região que tem que viver de um pedaço de cada sector de actividade. Não se pode privilegiar o turismo, e depois não ter mão-de-obra para acudir ao incremento neste sector”, reforçou.

De acordo com José Pacheco, é imperioso que se olhe com carinho para o sector agrícola que, nos Açores, “é de grande qualidade, bem como o sector das pescas”, defendendo a necessidade de se trazer as ilhas mais periféricas para mais perto dos centros de decisão, criando menos distâncias com burocracias.

“Precisamos de mais soluções”, garantiu o parlamentar que recorda que se continua a discutir, há demasiados anos, um modelo eficaz de transportes marítimos. “Isso já não é admissível, frisou, avançando que “os açorianos precisam de medidas rápidas, concretas, eficazes e definitivas. Se é para andar em experimentalismos todos os dias, não contam com o CHEGA”, disse José Pacheco.

Também o deputado André Ventura, que se encontra pela primeira vez nas Flores, deixou o compromisso de defender o sector agrícola na República, desde logo fazendo pressão para que “o dinheiro chegue efetivamente à agricultura, porque, de facto, as queixas que ouvimos é que o dinheiro não chega a quem realmente está a trabalhar neste sector”.

O líder do CHEGA entende que programas de apoio, como o POSEI, e a ameaça permanente da União Europeia em reduzir estas verbas não podem acontecer, uma vez que servem de almofada aos agricultores e produtores. “Tanto o Governo da República como o dos Açores têm que defender estes homens, estas mulheres e estas empresas”, advertiu.

Para André Ventura, a falta de mão-de-obra é outra situação que precisa ser combatida, ressalvando que isto “depende muito também do não incentivo ao trabalho”. Como disse, “um sistema que convida à subsidiodependência, em vez de convidar ao trabalho é um sistema errado” e quem paga é a agricultura, a hotelaria, o turismo ou a produção.

Para André Ventura, caso esta situação não se altere, “um dia teremos uma economia que já não é economia, mas sim um conjunto de administração pública e subsídio-dependentes”, concluiu