Sessã o Plenária de Julho – Governo não tem mostrado credibilidade para inverter uma situação que é grave

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O deputado do PSD/Açores António Vasco Viveiros acusou hoje o Governo Regional de “não mostrar credibilidade” para inverter a grave situação da SATA, dizendo mesmo que “está em causa a responsabilidade de quem nos governa já que, na companhia, se sucedem conselhos de administração que acumulam erros e prejuízos inaceitáveis”, afirmou.

Num debate de urgência sobre a situação dos transportes na Região, o social democrata sublinhou que “o diagnóstico a fazer revela uma avaliação muito negativa do setor. E isso é quase unânime, pois apenas o governo regional e o partido socialista dizem o contrário”, critica.

“Queixam-se os empresários e as suas associações representativas, queixam-se os Conselhos de Ilha, queixam-se os açorianos pela mobilidade condicionada e queixam-se, particularmente, os doentes e os seus familiares”, enunciou António Vasco Viveiros.

O deputado não aceita “a justificação recorrente do aumento do movimento, que esquece o que importa, para além das obrigações de serviço público, e que é um a resposta cabal à procura e às necessidades dos açorianos e da nossa economia”, defende.

António Vasco Viveiros recordou “as responsabilidades diretas” de Vasco Cordeiro em todo o processo, sendo que “desde que é presidente do governo, a SATA teve cerca de 200 milhões de euros de prejuízos”.

“Em 2015, afirmou que o Plano Estratégico 2015-2020 não era definido para responder aos desafios do futuro. Pois nem as previsões financeiras, nem as medidas de reorganização, ou sequer a prevista renovação da frota, foram concretizadas, tendo o presidente do conselho de administração responsável pelo referido Plano renunciado ao mandato”.

“Sobre o sucessor nomeado, Vasco Cordeiro disse que era o melhor dos melhores para conduzir a SATA, e que isso lhe bastava. Pois foi mais um ato de fé falhado, com o mandato a ficar a meio e resultados negativos superiores a 40 milhões de euros em 2017”, frisou António Vasco Viveiros.

“Em setembro de 2017”, prosseguiu o deputado, “numa fuga para a frente sobre o desempenho desastroso da SATA naquele verão, o senhor presidente do Governo anunciou o reforço da capacidade da Azores Airlines, através de um parceiro estratégico, em mais um objetivo falhado, pois passados quase dois anos, o processo de alienação do capital resultou num grande embaraço, que deveria envergonhar este governo”, referiu.

“Em agosto de 2018, mais um novo conselho de administração, com o novo titular a afirmar não conhecer o setor da aviação, mas que iria aprender. Até agora, os resultados estão à vista”, recordou o social democrata.

Sobre os prejuízos da SATA Internacional entre 2009 e 2013, com os voos da Europa, “e ao contrário do que afirmou o presidente do governo, existiram muitas rotas no vermelho que nada beneficiaram os Açores”.

O que anteriormente já tinha afirmado neste Parlamento:

“E são vários os exemplos: Lisboa/Salvador – 919 mil euros; Funchal/Estocolmo – 300 mil euros; Funchal/Dublin – 543 mil euros; Funchal/Paris – 818 mil euros; ou Porto/Munique – 1,6 milhões de euros”, elencou António Vasco Viveiros.

“Ao longo dos últimos anos, o Presidente do Governo, enganou-se quase sempre em matéria de transportes aéreos e SATA, revelando falta de estratégia, e reagindo nas dificuldades sempre com atos de fé sem consistência”, afirmou o deputado.

António Vasco Viveiros criticou ainda as respostas “repetitivas, e que servem para todos os setores”, vindas da bancada socialista no plenário.

“Perante uma governação dos transportes que falhou, já ninguém acredita que esta maioria tenha condições para proporcionar aos açorianos de todas as ilhas uma adequada gestão do setor”, concluiu.

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