Sessão Plenária de maio – “Ideia do BE de atribuir apoio direto aos trabalhadores em lay-off tornou-se realidade”

0
8
DR

A proposta do Bloco de Esquerda para a criação de um apoio direto aos trabalhadores que estão em lay-off – de modo a atenuar a sua quebra de rendimentos – “cumpriu o seu objetivo” porque “obrigou o PS a vir a terreiro” e a apresentar uma proposta muito semelhante. Embora a iniciativa do BE não tenha sido aprovada, a ideia tornou-se realidade.

“Dois deputados [do BE] conseguem fazer moverem-se outros 30 [do PS]”, disse António Lima.

Salienta-se, no entanto, que a proposta do BE iria abranger um maior número de trabalhadores, uma vez que a proposta do PS deixa de fora os trabalhadores cuja quebra de rendimento tenha sido inferior a 10%, e que são precisamente os trabalhadores com salários mais baixos.

“Para quem tem salários mais baixos, mesmo uma pequena quebra no rendimento tem um grande impacto”, alertou o deputado do Bloco de Esquerda.

Além disso, o valor máximo do apoio proposto pelo BE seria superior ao da proposta do PS, que foi aprovada. O BE pretendia a atribuição de 150 euros por mês aos trabalhadores em lay-off, durante três meses – um máximo de 450 euros. Já a proposta do PS tem a duração de apenas dois meses, atribuindo 100 euros no primeiro mês e 200 no segundo mês – um máximo de 300 euros.

António Lima lembra que, para evitar falências de empresas, despedimentos e a quebra de rendimentos dos trabalhadores, o Bloco de Esquerda defendeu, para todo o país, que os salários das micro e pequenas empresas afetadas pela crise fossem, temporariamente, pagos, a fundo perdido, diretamente pelo Estado.

No entanto, o Governo da República optou por implementar o lay-off simplificado, um mecanismo em que o grande prejudicado é o trabalhador, que perde um terço do salário.

Tendo em conta que “o Governo Regional decidiu, e bem, apoiar as empresas” dos Açores – através de um apoio para reduzir as suas despesas com o lay-off – o BE considera que os trabalhadores destas empresas também tinham que ser apoiadas.

“A ideia que lançamos fez o seu caminho e vai fazer muita diferença na vida de milhares de açorianos”, concluiu o deputado António Lima.

O deputado do BE deixou ainda um alerta: “Esperamos que a aplicação deste apoio seja rápida e automática, sem que exija qualquer ação nem por parte dos trabalhadores, nem das empresa”.

Ponta Delgada, 6 de maio de 2020

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO