Setor da vitivinicultura assume-se cada vez mais como o motor da economia da ilha do Pico, afirma João Ponte

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DR/GACS
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O Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou que o setor da vitivinicultura se assume, cada vez mais, como um dos principais motores da economia da ilha do Pico, conforme demonstra o crescimento de área recuperada e em produção, a quantidade de vinho certificado e os impactos económicos criados na economia, como seja na criação de emprego.

“É inegável a forte tradição que a produção de vinho tem nesta ilha em particular, um saber fazer que tem passado de geração em geração, permitindo que cada vez mais pessoas se dediquem a esta atividade agrícola”, afirmou João Ponte, que falava quinta-feira no final de uma visita à Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico (CVIP).

O governante destacou que a evolução neste setor é muito significativa, salientando que, em termos de produção de vinhos certificados, passou de 280 mil litros em 2016 para 580 mil litros em 2019, enquanto no início da atual legislatura havia 317 hectares em produção e agora são mais de 1.000 hectares e o número de produtores de vinho nos Açores passou de 246 em 2014 para mais de 500 no último ano.

João Ponte referiu ainda uma série de medidas que foram tomadas nesta legislatura e que contribuíram para potenciar o desenvolvimento do setor e a notoriedade dos vinhos, como o reforço da rotulagem, para assegurar a autenticidade das produções locais, e o apoio à participação em diversos eventos da vinha e do vinho dos Açores.

Também em termos das ajudas à manutenção da vinha, concedidas através do programa POSEI, houve sucessivos aumentos da dotação ao longo desta legislatura, a que foram associadas verbas regionais, para dar resposta ao crescimento das superfícies plantadas com castas aptas à produção de vinhos DO e IG, que já estão em produção.

Mais recentemente, e tendo em conta os efeitos da pandemia de COVID-19 na vitivinicultura, o Governo dos Açores aprovou um conjunto de medidas para minimizar os impactos neste setor, como sejam o apoio extraordinário à armazenagem de vinhos certificados, à comercialização de vinhos de mesa certificados e à destilação de vinho excedentário, de híbridos de produtores diretos.

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