“O binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo”, escreveu Fernando Pessoa numa altura em que o conceito da transversalidade do conhecimento ainda não era conhecido.
Também para Luís M. Arruda, a curiosidade científica é tão importante como o interesse cultural, ele que, observador atento do real, é a lucidez de uma consciência crítica. Cidadão interessado em contribuir para a valorização científica, histórica e patrimonial dos Açores, em geral, e do Faial, em particular, este autor, bem documentado, informado e apetrechado em termos teóricos, com capacidade de informar, esclarecer, decifrar e avaliar, dá tratamento criterioso e meticuloso a tudo o que escreve, e é daqueles estudiosos que só sabe trabalhar com documentos e a partir de fontes. São décadas de contínuo e continuado estudo, de persistente análise e consistente reflexão, enfim, uma vida inteira dedicada à pesquisa, com resultados que saltam à vista.
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