Portugal afirma-se constitucionalmente como um Estado uno, mas na prática continua, demasiadas vezes, a agir como se tivesse um centro e margens dispensáveis. Esta contradição torna-se evidente sempre que se discute o subsídio social de mobilidade para os Açores. O que está em causa não é um benefício acessório nem uma reivindicação circunstancial: é o reconhecimento efectivo de que os açorianos são cidadãos com os mesmos direitos que qualquer outro português.
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