Sociedade Amor da Pátria celebrou 155 anos

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A Sociedade Amor da Pátria celebrou no passado dia 28 de Novembro o seu 155º aniversário. A data foi assinalada com o tradicional baile de aniversário e um beberete servido aos sócios, tendo a adesão sido “dentro do esperado”, declarou Eugénio Leal, Presidente desta Sociedade.

O presidente desta intuição que conta cerca 420 sócios, adiantou que “correu tudo muito bem” nas celebrações de mais um aniversário.

Questionado sobre possíveis dificuldades que o Amor da Pátria pudesse estar a passar, o presidente desta afirmou que esta “financeiramente tem uma situação estável e sustentável”, mesmo com a compra de novos materiais e obras de remodelação que decorreram, não havendo necessidade de investimento nestas áreas nos próximos anos.

Do mandato de três anos e meio, Eugénio Leal mostrou-se satisfeito, além da renovação do espaço e equipamento, pelo conjunto de diversas atividades que esta Sociedade desenvolveu, só possível por ter havido “muito trabalho de equipa”, assume.

Esta instituição assumiu ao longo da sua existência grande preponderância na sociedade faialense a nível artístico, económico e no que respeita a solidariedade social. Trouxe cultura ao Faial, contando no seu currículo com organização de saraus artísticos e literários, a criação de um gabinete de leitura com biblioteca, e chegou mesmo a ter à sua responsabilidade quatro escolas noturnas espalhadas pela ilha.

A nível económico, o maior contributo que a Sociedade Amor da Pátria deu ao Faial foi a criação da Caixa Económica Faialense, ainda em 1866. No entanto, a Faialense acabou por falir fraudulentamente em 1986.

O edifício que atualmente é sede da Sociedade Amor da Pátria foi inaugurado a 30 de junho de 1934, construído no mesmo local onde se situava a primeira sede, que devido a um incêndio no verão de 1930 ficou arruinada.

A vasta história desta sociedade, criada em paralelo com a Loja Maçónica, teve o seu ponto alto coincidente com o início da autonomia açoriana. O espaço foi, aliás, a primeira sede da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores tendo o seu primeiro plenário a  4 de setembro de 1976, com a presença dos Primeiro-ministro e do Presidente da República na época,  Mário Soares e o general Ramalho Eanes, respetivamente.

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