Mariana Rovoredo
“Houve uma redução muito drástica. São poucos os que se fixam”
A 17 de maio de 1897 nascia a Sociedade Filarmónica União Faialense (SFUF),
na freguesia das Angústias, começando por ser designada de “União Musical”. Este ano, comemorou o seu 125.º aniversário e foi distinguida, pela Câmara Municipal da Horta no Dia da Cidade, com a Medalha de Mérito Municipal Dourada,
pela “relevância da sua ação na promoção da cultura na ilha do Faial”.
Atualmente, Emanuel Pacheco é o presidente e Mário Laranjo o vice-presidente. O Tribuna das Ilhas esteve à conversa com José Maria Silva, regente da banda há 37 anos – desde 1985 – que explicou o atual estado da filarmónica e o trabalho que tem de ser feito, no futuro, para a revitalizar.
O aniversário foi comemorado com a tradicional missa na Igreja da Nossa Senhora das Angústias e desfile, seguidos de um pequeno beberete na sede, com direito a bolo.
Nos dias que correm, a banda conta com 25 elementos, um decréscimo muito acentuado, tendo em conta que em 2012, no 115.º aniversário, era composta por 49 músicos. O regente explica que houve uma redução muito drástica, que já se notava há vários anos, mas que se acentuou com a pandemia. “Não temos conseguido repor os músicos. São poucos os que se fixam”, lamenta José Maria Silva, “estivemos parados durante dois anos, e as dificuldades aumentaram.”
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